RFID Reportagens

Interoperabilidade dos pedágios é fundamental, dizem especialistas

Relatório elaborado pelo Consórcio BR-500, com apoio do BNDES, propõe padronizar a cobrança por meio de tags RFID; von Braun comenta

Por Edson Perin

24 de dezembro de 2018 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anuncia os resultados de estudos técnicos para avaliar o Programa de Concessões de Rodovias Federais. O documento orienta a formulação de políticas públicas e foi elaborado pelo Consórcio BR-500, vencedor da chamada pública realizada em 2015.

O relatório conclui que a padronização da tecnologia de pedagiamento, para garantir a interoperabilidade entre os sistemas do país, permitirá que os usuários trafeguem por diferentes rodovias fazendo uso de um único dispositivo eletrônico embarcado, ou seja, uma só tag de identificação por radiofrequência (RFID).

E recomenda que a atribuição da responsabilidade pelo acompanhamento e definição de padrões tecnológicos aplicáveis ao sistema de cobrança eletrônico a um único órgão governamental federal, por meio da revisão das competências relacionadas ao sistema nacional de viação, que é parte da lei federal nº 12.379/11.

Além disso, o Consórcio BR-500 – liderado pela Accenture e com a participação da Dynatest, Moysés & Pires Advogados e Burson Cohn & Wolfe (anteriormente, Burson-Marsteller) - propõe a estruturação de um processo de cobrança e repreensão capaz de identificar os usuários infratores ou inadimplentes e cujas sanções sejam suficientemente eficazes para desencorajar estas ocorrências.

O estudo considera a adoção de medidas de incentivo ao uso das tags, com a possibilidade de pagamento antecipado, com desconto para os usuários que optam por esta modalidade de compra de créditos. O desconto poderá ser calculado, por exemplo, como a diferença do custo de processamento de uma cobrança de usuário com tag para o custo de processamento de uma cobrança por leitura de placa.

"A evolução do setor rodoviário é essencial para tornar o país mais competitivo e promover o desenvolvimento socioeconômico", diz Pedro dos Passos, chefe do departamento de transportes e logística do BNDES. Passos pondera que para viabilizar tal mudança, "faz-se necessário superar alguns entraves e limitações, o que é perfeitamente possível por meio do aprofundamento técnico, debate político e suporte da sociedade".