RFID Noticias

Lojas brasileiras Siberian e Crawford terão RFID até o final deste ano

O maior desafio para a VGB tem sido adotar as mesmas tags nas peças de bijuteria, porque a presença de metal prejudica a sua leitura. “Estamos investigando outras tags para resolver o problema”. A companhia utiliza as tags RFID da Impinj Monza 5 e 4 para roupas e autocolante para bijuterias. “Temos parceria com a Raco para produção de etiquetas”, informa o CIO.

De acordo com Santangelo, todas as tags são controladas pela VGB, que envia o número exato de etiquetas para cada fornecedor com base no número de peças de roupas de cada pedido. “Já disparamos os pedidos para cada fornecedor, solicitando para a Haco produzir as etiquetas necessárias. E temos, como contingência, as etiquetas impressas com códigos de barras também”. O executivo da VGB destaca ainda a importância do relacionamento com a equipe da GS1Brasil no desenvolvimento do projeto de RFID da Memove e, também, para as futuras implantações.

Loja Memove no Shopping Tamboré: novo conceito com base em tecnologia

Devido ao uso progressivo de Tecnologia da Informação (TI) nas lojas, incluindo os novos processos com RFID, a VGB está fortalecendo sua infraestrutura tecnológica como um todo, incluindo aí todo o back-office da companhia. “Devido à forte expansão das redes de lojas, com novas unidades, estamos renovando todo o nosso datacenter”, relata Santangelo.

“O grupo VGB tem uma visão avançada, uma cultura que tem embutida a visão de que a tecnologia traz benefícios para os negócios. Assim, o projeto nasceu com uma visão tecnológica de que o RFID deve ser planejado para trazer ganhos para o negócio”, explica o CIO. “Fizemos várias análises sobre o que ainda poderemos melhorar com o RFID, como segurança, por exemplo. Assim, aproveitamos a mesma tecnologia”.

Santangelo declara que em TI nem tudo pode ser feito na velocidade ou no custo que as áreas de negócios esperam, argumentando que, se quiser fazer um projeto mais rapidamente, por exemplo, o custo pode subir demais. “O RFID para a Memove tem sido um diferencial nos processo de negócios. Isso passa a ser um diferencial em relação à concorrência, uma vantagem. Passa a ser, com isso, um diferencial nos negócios”.

“Este núcleo de TI da gente tem analistas de negócios. Tem o núcleo que desenvolve, trabalha com o ERP [sistema de TI para gestão empresarial] etc. Quando o nosso ERP não tem uma ferramenta que a gente necessita, tem gente que desenvolve para integrar os sistemas”, acrescenta.