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Hospital Geral de Toronto General usa RTLS para reduzir transmissão de infecções

A comunidade da área de Toronto está especialmente preocupada com os riscos de infecções de origem hospitalar, relatou Wallace, motivada pela epidemia da síndrome respiratória aguda (SARS) que deixou 1% dos habitantes da cidade em quarentena. A melhoria dos dados a respeito de quem havia sido exposto ao vírus poderia ter reduzido a necessidade de quarentena.

O Hospital Geral de Toronto optou por testar o sistema inicialmente dentro de suas unidades de transplantes e na UTI, segundo o Dr. Michael Gardam, diretor da Universidade Health Network, para prevenção e controle da infecção. O projeto recebeu US$ 180 mil em financiamento do College and Community Innovation Program (apoiado pelo National Sciences and Engineering Research Council of Canada) e o Ontario Ministry of Economic Development and Innovation.

Pelo sistema, Gardam espera poder fiscalizar a higiene, tanto em termos de lavagem das mãos e limpeza de equipamentos, como para poder controlar as pessoas que porventura foram expostas a um tipo de infecção. Por meio de dispositivos biomédicos, o sistema permite o controle da infecção e identificar quais dispositivos podem fazer parte da cadeia de doença, de acordo com Dick Tabbutt, presidente da Sonitor.

A implantação consiste em 600 leitores sem fio movidos a bateria e 16 gateways, todos montados nas paredes da instituição de saúde. Os gateways transmitem os dados para o servidor e também agem como leitores de etiquetas. Quatrocentos destes receptores estão instalados no dispenser GOJO, enquanto os restantes estão em camas de pacientes e nos corredores e salas de equipamentos.

Gardam diz que a sua maior preocupação, quando se considera a tecnologia, é que possa haver uma violação da privacidade dos empregados, seguindo seus movimentos ao longo da sua jornada de trabalho. "Queríamos uma solução mais gentil, mais suave", explica ele, "não é algo com uma sensação Big Brother".

O software foi desenvolvido para acompanhar cada trabalhador pelo número de identificação ligado à descrição do trabalho que realiza, como enfermeiro, mas sem revelar nomes. Há uma exceção, contudo, diz Gardam: “O software sozinho tem acesso aos números de identificação e aos nomes, mas os nomes só serão consultados caso haja risco de uma infecção a ser espalhada (por exemplo, se uma enfermeira foi exposta a um paciente com tuberculose)”.

Apenas os funcionários que se voluntariam estão participando dos testes e os pacientes também têm a opção de optar por sair do plano, se assim desejarem. Cada funcionário voluntário pode participar com seu nome e título de trabalho, que são armazenados no sistema, embora apenas Gardam tenha acesso aos nomes.