RFID Noticias

Rede de farmácias colombiana utiliza RFID e biometria para impedir falsificação de remédios

Quando o paciente vai para a farmácia pela primeira vez, sua informação pessoal é registrada no sistema da Medicarte. Um funcionário da farmácia captura, então, a informação biométrica do paciente, utilizando um scanner de digitais ligado a um computador de mesa. O farmacêutico utiliza, sem seguida, um interrogador RFID ligado a uma porta USB do computador – HID Global Omnikey 5321 USB – para realizar a leitura do inlay de RFID preso no pacote do medicamento e relacionar a informação ao referido paciente por meio do software IDlink.

Os pacientes são orientados a devolver a embalagem vazia do remédio quando voltarem para obter outra dose de remédios. Isto não é uma obrigação legal, de acordo com a empresa Medicarte, mas as empresas seguradoras tem interesse em reduzir a falsificação, porque encarece os custos de saúde. Para isso, estão encorajando os clientes a colaborar com a medida de retorno das embalagens usadas, o que oferece benefícios também para os pacientes, graças ao combate aos medicamentos falsificados.

A cada retorno à farmácia, o paciente deve colocar seu dedo no scanner de digitais e os seus dados biométricos são comparados automaticamente com os dados de arquivados. A etiqueta de RFID, então, é interrogada pelo leitor Omnikey. O software confirma a identidade do paciente e se a etiqueta da embalagem confere com a que foi originalmente entregue ao mesmo cliente.

“Nós estamos fechando o cerco e tendo a certeza de que as embalagens usadas não estão sendo usadas por produtos vendidos nas ruas”, diz Juan Carlos Ramirez, diretor de desenvolvimento de negócios da IDlink. “Atualmente, a Medicarte está utilizando a solução apenas para remédios de câncer, alguns hormônios de crescimento e outros remédios de alto custo que comercializa. Os medicamentos são etiquetados nas farmácias e as embalagens vazias voltam para os fabricantes”.

De acordo com Ramirez, o sistema já fez com a Medicarte localizasse casos em que a embalagem trazida de volta não era exatamente a que foi entregue ao paciente. “Nós estamos começando a observar o que acontece, graças ao RFID”.