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RFID Esquenta na América Latina

Fazendo Exportações Mais Atrativas
A América Latina exporta $550 bilhões em mercadorias a cada ano, com mais de 50 por cento destas exportações destinadas ao Estados Unidos e Europa, embora exportações para a China, Índia e outros países da Ásia estão crescendo, de acordo com as figuras da Organização do Comércio Mundial. Exportações da América Latina têem crescido desde a implementação dos acordos de comércio livre na década passada ou o mesmo em outras regiões, como o Acordo de Comércio Livre da América do Norte (NAFTA) entre o Canadá, México e os Estados Unidos; Acordo de Comércio Livre da América Central (CAFTA) entre aquela região e os Estados Unidos; pactos entre o Chile e os Estados Unidos, Canadá, Koreia e outras nações; e muitos outros acordos para diminuirem as barreiras para o comércio entre a região da América Latina e outros países à volta do mundo.

A grande parte de produtos exportados pela América Central e América do Sul (excluindo o México) é de combustível e produtos de minas (37 por cento) e produtos agriculturais (26 por cento); o restante das exportações inclui materiais cru assim como o ferro, aço e químicos que não sejam combustíveis e produtos de minas, máquinas, equipamentos de automoveis e vestuário. Em muitas destas industrias de exportações, as companias estão testando ou enviando soluções de RFID para melhorar as operações-com a meta final de fazer o produto seguro e barato para que as companias possam competir no mercado global.

Minas e companias de petróleo estão experimentando com rastreamento de equipamentos valiosos em minas subterrâneas, nas refinarias ou em plataformas de perfuração, para reduzir o custo do equipamento e aumentar o tempo de produção. Mineiros no Chile e no México estão usando capacetes de mineiros com targetas de RFID da AeroScout, uma fornecedora de RFID ativo, localizada nos Estados Unidos, para ajudá-los a melhor acharem suas posições em casos de acidentes ou emergência em minas de minério subterrâneas. Ao que se refere ao transporte, ThyssenKrupp Steel, uma das maiores companias de aço mundial, localizada em Duisburg, Alemanha, recentemente completou um plano piloto que rastreou 1.000 caixas de aço originadas no Brasil para fábricas na Alemanha, onde elas foram processadas. A compania espera estampar e rastrear aço mandado para a Alemanha uma vez que eles inaugurem sua nova planta em Sepetiba, Brasil, em 2009, para automatizar o movimento do aço pelos portos e nos seus destinos finais.

Regulações governamentais para melhorar a segurança de alimentos e produtos de plantas vendidos nos Estados Unidos e na Europa estão tendo reverberações na América Latina. "Exportadores na América Latina envolvidos com a exportação de flores, café, grão e carne parece estarem considerando RFID sériamente em resposta aos requerimentos da Europa e a necessidade de se melhorar a visibilidade da cadeia de suprimentos," diz o Daniel Picchi, gerente geral de desenvolvimento de negócios da Avery Dennison RFID.

Reguladores brasileiros estão promovendo o rastreamento eletrônico para projeger a industria de gado brasileira das doenças e resguadar seu comércio de exportação. Erupções de gripe de ave em patos e frangos e da encefalite espongeada (também conhecida como doença da "vaca doida" no gado têem levantado a consciência da necessidade de se tomarem precauções para verificar a saúde do gado. A união européia, particularmente, já aprovou restrições nas importações de países que não monitoram o gado por doenças. No ano passado, a Digital Angel Corp. de St.Paul, Minnesota, anunciou que assinou um acordo de distribuição com uma compania brasileira para começar a vender targeta de RFID para gado por todo o Brasil, o maior exportador de bife do mundo e a casa de umas 200 milhões de cabeças de gado.

Produtores alimentícios na Améria Latina estão também procurando aumentar a qualidade de seus produtos, que são enviados para lojas milhares de milhas da onde as frutas e os vegetais cresceram. O RFID usado em conjunção com sensores de temperatura podem ajudar a garantir que alimentos frescos sejam mantidos em condições favoráveis durantes jornadas de longa distâncias aos Estados Unidos e mercados europeus. Este ano, Rio Blanco, um produtor de abacate no Chile, começou a monitorar a temperatura de seus produtos durante sua viagem por navio 6.000 milhas de distância da fazenda da compania aos portos nos Estados Unidos. A compania conduziu um plano piloto no ano passado e descobriu que o RFID responderam mais rápidamente em qualquer dos pontos de leitura quando os abacates ficavam mais quentes.

Em outras indústrias, muitas companias da América Latina vêem o RFID como uma ferramenta que pode diminuir o custom da produção, reduzir a perda e inventório, e controlar a produção para que se atinja a demanda em um tempo melhor e de uma maneira mais acurada.

Lamosa, uma fábrica de produtos para instalação de banheiro localizada em Monterrey, no México, vê o RFID como uma maneira de aumentar exportações para varejistas como Home Depot nos Estados Unidos assim ajudando a compania cumprir suas entregas mais rápido e corretamente. Lamosa exporta correntemente 40 por cento dos 50 por cento de seus produtos, e o RFID ao nível de caixa agora está dando à compania com controle sobre o inventório imediato. "Eles querem ser capazes de entregar o que eles chamam de 'remessas perfeitas'-entregues no dia marcado e 100 por cento completas," diz o Gerardo Barraga, diretor de vendas e co-fundador da IDZ, um sistema integrador de RFID no México. "Eles vêem isto como uma vantagem sobre seus competidores."