RFID Noticias

Lacoste cria showroom high tech em São Paulo

A subsidiária brasileira usa RFID para localizar produtos, impedir saídas não autorizadas e evitar extravios, em seu novo conceito de loja "Le Club"

Por Edson Perin

9 de agosto de 2019 - A subsidiária brasileira da Lacoste – a famosa marca de roupas que traz um crocodilo estampado em suas peças – está testando com sucesso o uso de identificação por radiofrequência (RFID) em seu showroom para clientes, na sede da empresa em São Paulo (SP). Com tecnologia da iTag Etiquetas Inteligentes, a solução apresenta os benefícios das tags eletrônicas tanto para os lojistas que visitam o showroom, como para executivos da empresa internacional.

Neste ano, a companhia inaugurou um novo conceito de loja chamado de "Le Club" – um showroom aprimorado com tecnologia. "O novo showroom Lacoste foi desenhado para criar uma experiência humana única para o consumidor. É a síntese da marca e de seu criador, René Lacoste, em um mesmo lugar: o Clube", explica Thierry Guibert, CEO global da companhia.

O showroom da Lacoste, sob o conceito "Le Club", com RFID
"A atmosfera fica evidente mesmo antes de se entrar. Com materiais mais claros e cores icônicas da marca, o layout remete a uma quadra de tênis – o painel verde de concreto é uma referência ao paredão de treino de René Lacoste".

Segundo Cristiano Assis, gerente de projetos e PMO (Project Management Office) da Lacoste Brasil, o projeto do showroom visa a mostrar ao grupo empresarial que a tecnologia RFID pode ajudar a agilizar as operações de logística dos produtos, além de reduzir custos vitais. "A ideia é tentar tornar a RFID um projeto global da companhia e já receber as peças de roupas com as tags inseridas nelas", argumenta, dizendo que uma iniciativa semelhante está em testes no México.

Nas operações internacionais de logística, Assis afirma que são colocadas de 40 a 50 mil peças por contêiner, cuja contagem e conferência são um processo que tem um custo alto e toma tempo [o que, também, é um custo]. "Ainda que, por algum motivo, a companhia opte por não usar a tecnologia nas operações de vendas nas lojas, por exemplo, os ganhos possíveis na recepção e entrega dos produtos às revendas acaba sendo compensador por si só", atesta.