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Packaging tem papel fundamental para marcas

Mais do que rastreamento, combate à falsificação, sustentabilidade e melhoria da experiência dos clientes, o investimento significa recuperar o poder do fabricante

Por Edson Perin

18 de julho de 2019 - Cada vez mais os produtos estão à venda por e-commerce e, na maioria das vezes, por companhias de comércio eletrônico com pouco ou quase nenhum relacionamento com os fabricantes. A conclusão foi apresentada por Michael Elias, Chief Revenue Officer da Evrythng. Para ele, mais do que os ganhos com rastreamento, combate à falsificação, sustentabilidade e melhoria da experiência dos clientes, que já são bastante importantes, o investimento em Smart and Intelligent Packaging significa recuperar o poder do fabricante.

Elias aponta as vendas na Amazon e Alibaba como exemplos de desafios para os fabricantes criarem vínculos com seus clientes. "Independente da mídia utilizada para atrair o cliente e realizar vendas, manter um canal de comunicação direto, ativo e online com o consumidor deve ser um esforço a ser conquistado por meio da própria embalagem", defende o executivo. "Não se pode desperdiçar o poder da embalagem, especialmente porque já está nas mãos do consumidor".

Assista a uma entrevista com Martine Greenfield e Eef de Ferrante, da AIPIA
Esta foi uma das tônicas do primeiro dia do AIPIA Summit China, da Active & Intelligent Packaging Association (AIPIA), em Xangai. Outro ponto levantado: mais do que oferecer tecnologia e soluções de Tecnologia de Informações (TI), as empresas fornecedoras precisam criar plataformas abrangentes para diversas necessidades de seus clientes.

Michael Elias, da Evrythng
Se achamos que o uso de smartphones ocorre em nível avançado no Brasil, no Japão, nos Estados Unidos ou na Europa, então temos de rever os nossos conceitos. Na China, especialmente em Xangai, as pessoas pagam produtos e até metro e ônibus por meio de QR Codes (códigos de resposta rápida ou quick response codes) associados ao WeChat, app semelhante ao Whatsapp, instalado em seus smartphones. Vale lembrar que o governo chinês bloqueia o acesso a Google, Facebook, Whatsapp e outros serviços online usados com frequência no Ocidente.

De acordo com Takasuke Ishitani, presidente da Japan Food Packaging Association, uma das causas para o uso do smartphone no lugar das moedas e das notas de papel na China está a falsificação de dinheiro. "Uma compra realizada por smartphone tem garantia de 100% de ter sido completada com recursos válidos, ao contrário das operações em dinheiro vivo", explicou. Ishitani afirma ainda que no Japão as operações com dinheiro em espécie são maiores do que as realizadas por smartphone, consideradas desnecessárias.