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Loja conquista novo patamar de gestão eletrônica

A RFID permite aos gestores do Lojão do Brás acompanhar o movimento de mercadorias nos provadores e, em breve, tomar decisões de negócios instantâneas

Por Edson Perin

12 de julho de 2019 - "Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça"... Esta frase lançada pelo diretor brasileiro de cinema Glauber Rocha (1939-1981) foi surpreendente nos anos 1970, afinal oferecia horizontes para se revelar o mundo aos olhos de todos por meio do poder de um equipamento que cabia nas palmas das mãos. Os anos se passaram e hoje as câmeras estão em quase todas as mãos, assim como os computadores pessoais, agendas, museus, bibliotecas... e sistemas avançados – e, ao mesmo tempo, simples – de comunicação, como o Whatsapp. Até os escritórios cabem nas palmas de nossas mãos, agora, por meio de apps cada vez mais sofisticados e que rodam em nossos smartphones.

Agora no Brasil, um novo caminho no mundo dos negócios está sendo trilhado graças à RFID e dentro do conceito de IoT (Internet of Things ou, em português, Internet das Coisas). A iTag Etiquetas Inteligentes, usando os leitores xArray, da Impinj, está implantando no Lojão do Brás, na região central de São Paulo (SP), uma solução RFID que já pode funcionar como um sistema de BI (Business Intelligence) e até como um CRM (Customer Relationship Management), além de fazer tudo o que a RFID já vem realizando no controle de estoques e de circulação de produtos. E mais: nas palmas das mãos, em um smartphone.

Vendedores podem saber quais produtos estão sendo experimentados nos provadores e propor "promoções relâmpago"
Por meio de dois leitores RFID xArray colocados no teto do local onde ficam mais de 40 provadores do Lojão do Brás, pode-se acompanhar quais produtos estão sendo experimentados e quantos estão realmente sendo convertidos em vendas. E mais: o sistema poderá em breve facilitar a oferta de produtos que combinam com o que está sendo experimentado pelo cliente, como uma calça que combina com uma camisa que está sendo provada, ou acessórios, por exemplo.

Vista aérea do Lojão do Brás
"Se vários produtos semelhantes estão sendo experimentados ao mesmo tempo, por exemplo, os gestores da loja podem oferecer descontos ou outras vantagens para converter estas mercadorias dos provadores em vendas", afirma Sérgio Gambim, CEO da iTag. Ele prevê ainda que pelo mesmo sistema RFID será possível relacionar os CPFs dos clientes com as mercadorias adquiridas, facilitando o reconhecimento das preferências de cada comprador quando retornam à loja, o que se assemelha a um CRM.

A funcionalidade que permite o acompanhamento das mercadorias pelos trocadores oferece informações para analisar quais produtos foram experimentados e não foram convertidos em vendas, por exemplo, o que pode levar a conclusões que facilitem chegar a decisões de negócios mais acertadas, alterar uma estratégia de compras ou de vendas. "Uma determinada mercadoria pode estar sendo mais interessante para clientes de numeração maior, o que é importante para definir a estratégia de venda", diz Gambim.

Neste caso, a ferramenta de RFID está se comportando como um sistema de BI. Todas essas leituras de dados para análise estão sendo preparadas para ser oferecidas nos smartphones, o que dará poder de decisão e ação aos executivos de negócios num estalar de dedos... ou melhor, num deslizar de dedos sobre a tela de um aparelho de telefonia celular.

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