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IATA determina uso de RFID nas bagagens

Depois de mais de uma década de estudos, a Associação Internacional de Transporte Aéreo votou para exigir o uso de RFID UHF pelas companhias aéreas

Por Claire Swedberg

18 de junho de 2019 - A International Air Transport Association (IATA) votou pelo rastreamento de bagagens por identificação por radiofrequência (RFID). A resolução serve como o mais recente passo rumo ao rastreamento global de bagagens com etiquetas RFID UHF. O grupo votou na 75ª Reunião Geral Anual, realizada no início deste mês em Seul, na Coréia do Sul.

A transição para a RFID tem sido uma colaboração em larga escala entre todas as partes interessadas em toda a indústria de bagagem, incluindo aeroportos, companhias aéreas, manipuladores de bagagem e provedores de tecnologia. A IATA diz que planeja trabalhar com companhias aéreas e aeroportos para levar RFID a 80% das bagagens despachadas para viagens aéreas nos próximos três anos. Isso significa implantar infraestrutura de leitores RFID em pelo menos 74 aeroportos.

Marine Sailhen-Brown, da IATA
A votação foi unânime para adotar a resolução, juntamente com a implantação dos padrões de mensagens de bagagem, para rastrear com mais precisão em pontos-chaves - quando a bagagem passa pelos portais dos leitores - durante a jornada de um viajante. A resolução segue um processo de pesquisa e recomendações que durou uma década, incluindo especificações de como a RFID deveria ser empregada.

A IATA começou a examinar a tecnologia RFID em 2005 como uma ferramenta para reduzir o manuseio incorreto de bagagem por companhias aéreas e aeroportos. Três anos depois, a agência começou a conduzir um Programa de Melhoria de Bagagem que levou a uma redução do uso de malas em mais de 70% até 2012, diz Marine Sailhen-Brown, gerente de projeto de RFID da IATA.

De 2013 a 2017, a taxa de manuseio de bagagem caiu ainda mais, em parte devido a melhorias na mensageria. Isto foi seguido pela introdução da Resolução IATA 753 para o rastreamento de bagagem, que entrou em vigor em junho de 2018. "Embora 80% das companhias aéreas tenham um plano de implementação da Resolução IATA 753", diz Sailhen-Brow, "ainda há muito a ser feito para a plena implantação a ser alcançada". Até agora, a RFID foi adotada por algumas companhias aéreas e aeroportos, em alguns casos como projetos-piloto.

Recentemente, a Delta "fez a transição para a tecnologia de leitura RFID sem uso das mãos em 84 de nossas maiores estações domésticas", diz Gareth Joyce, vice-presidente sênior de atendimento ao aeroporto e presidente de carga da Delta. Esses locais, diz, respondem por mais de 85% das sacas que voam no sistema Delta.

Na verdade, desde que a Delta lançou as etiquetas RFID em 2016, a companhia aérea coletou mais de 2 bilhões de pontos de rastreamento por ano. "Ao fazê-lo, conseguimos fazer ajustes e melhorias para continuar aumentando a precisão para 99,9% das malas rastreadas".

A RFID fornece uma abordagem automatizada que é mais rápida e precisa do que as digitalizações de códigos de barras, informa a Sailhen-Brown. Quando as etiquetas RFID aplicadas à bagagem são lidas nos aeroportos antes e depois de cada voo, as malas podem ser identificadas e rastreadas sem a necessidade de intervenção humana.