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Embalagens inteligentes serão negócio de US$ 6 bi

Previsão para 2023 mira nas metas de controle de estoque, validade, autenticidade, segurança e experiência do consumidor, atingidas por tecnologias como RFID

Por Edson Perin

11 de junho de 2019 - Já se foi o tempo em que toda a tecnologia de uma embalagem estava no material no qual o produto era acondicionado. Devido ao excesso de lixo gerado no planeta, este aspecto da evolução das caixas, garrafas, bandejas e saquinhos continua em alta, com pesquisas sendo realizadas em agências como a A*STAR (Agency for Science, Technology and Research), de Cingapura, que procura materiais biodegradáveis para embalar sem poluir; mas já não é mais a estrela principal deste universo. Identificar os produtos, contar estoques, controlar validade e autenticidade, oferecer segurança contra roubos e furtos, além de garantir uma experiência agradável aos consumidores estão entre as metas mais atuais – e, sem dúvida, futuras.

Estima-se que o negócio de embalagens inteligentes chegará a US$ 6 bilhões, segundo o “The Future of Active and Intelligent Packaging to 2023”, da Smithers Pira, apresentado em um relatório da consultoria Deloitte sobre este mercado. O dado foi exposto ao público no evento da Active and Intelligent Packaging Industry Association (AIPIA), em New Jersey, nos Estados Unidos, de 3 a 4 de junho de 2019, que reuniu fornecedores de soluções e alguns compradores, sendo que entre estes últimos havia representantes de companhias do setor de papel. Na maioria das soluções havia algum tipo de identificação por radiofrequência (RFID), principalmente, Near Field Communication (NFC) e tags passivas de UHF. Também foram mostrados sistemas baseados em leitura de imagem e também híbridos, com RFID.

Reinaldo Villar, da HP, explica solução híbrida utilizada pela companhia, com RFID e smart packaging
A HP Brasil, por exemplo, foi expositora como usuária de smart packaging, mostrando seu case inovador premiado pelo RFID Journal Awards 2019, no RFID Journal LIVE!, em Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos, entre 2 e 4 de abril de 2019. A companhia utiliza um sistema híbrido de RFID UHF, tecnologia que já utiliza há mais de 15 anos, em conjunto com embalagens impressas digitalmente com marcas d’água invisíveis aos olhos humanos.

"O projeto visa a implantar o que a HP chama de os três Cs: redução de Custos, melhoria da experiência do Cliente, e diminuição da pegada de Carbono", diz Reinaldo Villar, Business Strategy Manager da HP, que apresentou o case no congresso da AIPIA, em New Jersey. A inovação da HP permitiu eliminar uma grande quantidade de papéis de instruções, CDs e manuais que costumavam ser incluídos dentro da caixa de um de seus modelos de impressoras, reduzindo brutalmente os itens que acabariam indo para o lixo na casa do consumidor. Com isso, a HP deixou de emitir 78 toneladas de carbono por ano.

"Esta impressão digital - ou digital printing - integra o trabalho artístico de design da embalagem, porém, sem interferir em seu layout ou na qualidade e aparência", explica Villar, que acrescenta: "e, além disso, torna esta embalagem rastreável por toda a cadeia de valor". A tecnologia de impressão digital pode ser aplicada individualmente em cada embalagem e, por isso, ser associada ao Código Eletrônico de Produto (EPC, da GS1), com as mesmas informações gravadas nas etiquetas RFID, o que permite identificar individualmente cada produto.