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Dados são o maior bem das empresas hoje

Palestrantes do GS1 Summit 4.0 apresentam os desafios dos conceitos de Indústria 4.0 e de Internet das Coisas no Brasil e as principais iniciativas existentes, com e sem RFID

Por Edson Perin

22 de maio de 2019 - A visão de que os dados – e não apenas o faturamento – são o maior valor para as empresas hoje em dia foi o principal ponto de convergência entre os palestrantes do GS1 Summit 4.0, deste ano. O evento, realizado nesta terça-feira, dia 21 de maio de 2019, em São Paulo (SP), mostrou que os preços de venda atingidos por diversas startups de tecnologia nos últimos anos estão diretamente relacionados à quantidade de dados sobre pessoas e transações que estas jovens empresas conseguiram armazenar. Ou seja, diferente de poucos anos atrás, o valor das companhias não foi diretamente calculado com base em seu faturamento ou resultado financeiro, unicamente.

O Summit 4.0 revelou ainda o estágio de evolução e os desafios a serem enfrentados pelos conceitos de Indústria 4.0 e de Internet das Coisas (ou IoT, do inglês, Internet of Things), no Brasil. O evento começou com uma explanação de Roberto Matsubayashi, diretor de inovação da GS1 Brasil, que ressaltou a importância do uso de diversas tecnologias, incluindo os códigos de barras, para fazer a IoT entregar os resultados esperados pelas companhias e por seus clientes e fornecedores.

Tela inicial da apresentação da HP Brasil
Frederico Bellini Coelho, também da GS1, acrescentou alguns dados sobre o tamanho dos prejuízos causados pelos erros de informações sobre produtos no Brasil, algo em torno de R$ 1 bilhão por ano. O gasto desnecessário poderia ser evitado pela utilização de informações mineradas por sistemas IoT. Neste caso, incluindo o uso de diversas tecnologias, incluindo a identificação por radiofrequência (RFID).

Representando a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Bruno Soares revelou que o governo federal está criando uma Câmara Brasileira de Indústria 4.0, com quatro áreas de atuação: Agenda 4.0; Pró-Futuro; Brasil 2027; e Plano Nacional de IoT. O intuito, segundo Soares, é o de atingir resultados por meio de ações já desenvolvidas no passado, prototipando políticas públicas.

De acordo com o executivo da ABDI, a ideia é atacar o prejuízo do país com custos de manutenção de máquinas, da ordem de R$ 35 bilhões por ano; economizar R$ 7 bilhões por ano com energia; e conquistar ganhos de R$ 31 bilhões por ano em eficiência. Além disso, outra meta compreende a geração de novos negócios.