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Exército dos EUA testa RFID na gestão de amostras biológicas

O laboratório militar de pesquisa médica aplica rótulos RFID a material destinado ao desenvolvimento de vacinas, medicamentos e controle de doenças infecciosas

Por Claire Swedberg

20 de maio de 2019 - Quando amostras biológicas sensíveis são armazenadas em laboratórios, até mesmo removê-las de freezers por um minuto pode provocar alterações. Isso significa que o processo manual de contagem de estoque pode representar um risco. Assim, o U.S. Army Medical Research Institute of Infectious Diseases (Instituto para Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército dos EUA ou USAMRIID) passou os últimos dois anos testando uma solução RFID para contagem de amostras altamente sensíveis, sem removê-las dos freezers. A agência está atualmente testando tags e leitores RFID UHF em seu laboratório em Fort Detrick, em Maryland.

O USAMRIID (pronuncia-se "you-SAM-rid") realiza pesquisas sobre o desenvolvimento de contramedidas médicas para ameaças biológicas dirigidas às tropas dos EUA. Emprega cientistas militares e civis e colabora com os Centers for Disease Control and Prevention, da Organização Mundial de Saúde, e vários institutos biomédicos e acadêmicos em todo o mundo. Parte do trabalho que está sendo realizado nos laboratórios de Nível 3 e 4 de Biossegurança envolve o desenvolvimento de soluções médicas, como vacinas e medicamentos, bem como pesquisas em amostras de Agentes Biológicos Selecionados e Toxinas (BSAT).

Dr. Mizanur Rahman digitaliza amostras com RFID em uma caixa do USAMRIID
O laboratório controla o armazenamento, realizando contagens de inventário físico. "Temos que ser 100% responsáveis por essas amostras", diz o Dr. Mizanur Rahman, microbiologista da divisão de gerenciamento de agentes selecionados da USAMRIID, que lidera a equipe de pesquisa em RFID. Rahman apresentou as experiências de testes do laboratório na conferência no RFID Journal LIVE! mês passado, em Phoenix, Arizona.

O gerenciamento de estoque tradicionalmente significa que os indivíduos inspecionam e documentam amostras uma de cada vez, geralmente removendo-as do armazenamento a frio para confirmar visualmente a identidade de cada amostra e, em seguida, devolvendo-a ao freezer. Essa contagem manual é demorada e propensa a erros, ao mesmo tempo em que representa um risco para a integridade das amostras.

Em geral, esses materiais devem ser armazenados a temperaturas de -80 graus Celsius (-112 graus Fahrenheit) ou mais frios. "Quando são removidas dos freezers, as amostras podem se degradar assim que a temperatura começa a subir", explica Rahman. Então, além da responsabilidade, diz, o laboratório também se esforça para manter a integridade da amostra biológica.