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Projeto do Instituto Eldorado salva vidas com tags

Sistema RFID para garantir o uso correto de equipamentos de segurança no setor elétrico vence como melhor pôster na conferência do IEEE, dentro do LIVE! 2019

Por Edson Perin

23 de abril de 2019 - O Instituto de Pesquisas Eldorado, de Campinas (SP), teve seu pôster escolhido como o melhor entre os de concorrentes do mundo todo, no evento IEEE RFID 2019, realizado em parceria e paralelamente com o RFID Journal LIVE!, em Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos, entre 2 e 4 de abril de 2019. O pôster mostrou um sistema para garantir o uso correto de equipamentos de segurança no setor elétrico.

Com a solução, a escolha dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) ou Equipamentos de Proteção Coletivos (EPC) certos para cada serviço realizado em redes elétricas de alta tensão, assim como a utilização adequada desses aparatos, é garantida por leitores e tags de identificação por radiofrequência (RFID). O resultado é a redução na quantidade de acidentes de trabalho e, principalmente, a eliminação de óbitos, cujos custos chegam perto de R$ 2 milhões por ocorrência.

Jean Baracat e Flávia Costa, do Instituto Eldorado
"Assim, para uma determinada intervenção em redes elétricas de alta tensão, são definidos os EPIs e EPCs a serem utilizados, no início do procedimento", explica Jean Baracat, gerente de projetos e responsável pelo sistema no Instituto Eldorado. Com o sistema, os equipamentos de segurança são dotados de tags especiais, com sensores que permitem validar a correta utilização dos acessórios, monitorar o uso desses dispositivos e alertar o operador e o supervisor quanto a erros, registrando ocorrências.

Segundo Baracat, a inclusão do sistema RFID nos EPIs e EPCs necessários durante a operação em campo do setor elétrico reduz o número de acidentes causados pelo não uso ou uso incorreto dos equipamentos de proteção. "Um acidente fatal custa em média R$ 1,8 milhão para uma distribuidora de energia. É comum termos mais de dois ou três acidentes desse tipo por ano numa distribuidora", afirma Baracat. "Assim, pode-se concluir que além do fato de o projeto salvar vidas – o que não pode ser precificado –, pelo lado tangível, o mesmo é economicamente viável".

O sistema já está em uso pela Celpa (Companhia Elétrica do Pará), experimentalmente e de modo controlado, utilizando as provas de conceito e protótipos desenvolvidos pelo Instituto Eldorado, para validação dos resultados da fase de pesquisa aplicada e desenvolvimento experimental, concluída em agosto de 2018.

A Celpa, que está pilotando o sistema, é uma das integrantes do Grupo Equatorial, que apoia o projeto RFID do Instituto Eldorado e que possui quatro distribuidoras de energia elétrica no norte e nordeste do Brasil. São elas a Celpa, a Cemar, do Estado do Maranhão, a Cepisa, do Estado do Piauí, e a Ceal, do Estado de Alagoas.