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FastChecker avalia desempenho de tags UHF

Desenvolvido no Brasil, o equipamento de baixo custo auxilia profissionais a desenvolver projetos de RFID de melhor qualidade

Por Edson Perin

7 de fevereiro de 2019 - Depois de anos de pesquisa e análise, o engenheiro brasileiro Michel Normanha Bardauil desenvolveu o FastChecker, um instrumento para avaliar a performance de tags UHF, que colhe informações impossíveis de se obter apenas com um leitor convencional. O FastChecker foi desenvolvido em Campinas (SP), como projeto da MB Engenharia, empresa de Bardauil, responsável pela linha de produtos FastTag.

"O aparelho serve para fazer a comparação de performance de tags de maneira completa, bem como realizar a avaliação detalhada de cada uma, mostrando os resultados em função de cada frequência dentro da banda ETSI e FCC para RFID UHF", explica Bardauil.

O FastChecker (protótipo, acima) foi desenvolvido em Campinas (SP) pela MB Engenharia
A conexão do FastChecker a um computador, que irá processar os testes, ocorre por meio de um simples cabo USB. "Tenho atuado no setor de RFID há seis anos e observei que era necessário recorrer a equipamentos sofisticados e caros de laboratório para se ter a visão completa dos sistemas RFID UHF e, assim, assegurar o seu bom funcionamento. Daí tive a ideia de desenvolver o FastChecker, com o objetivo de ser um instrumento básico para contribuir com os profissionais na melhoria da qualidade dos projetos de RFID, com custos menores", afirma Bardauil.

Ter uma boa margem na intensidade do sinal para energizar as tags – bem como no de retorno (backscatter) – é de extrema importância para garantir a robustez das soluções de RFID, explica o engenheiro.

"Quando um sistema de RFID está em funcionamento, a intensidade de potência do sinal vai caindo desde que sai do leitor até chegar na tag", nota Bardauil. "Depois de o sinal ser processado pela tag, sua intensidade – refletida pela tag – também vai caindo até voltar ao leitor. A intensidade do sinal que retorna, quando comparada com a sensibilidade do circuito receptor do leitor, determina a margem que o sistema tem para operar com eficiência".

Esta margem também dependente de quanto a tag é sensível. "Se a potência do leitor pode ser diminuída e mesmo assim a tag responder, significa que com mais potência teremos um sinal de retorno maior, ou mais margem ainda", conclui o engenheiro. "Com o FastChecker, pode-se determinar o mínimo de potência transmitida para completar o ciclo de interrogação da tag para cada frequência, determinando com isso sua sensibilidade".