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Calçados brasileiros caminham para a rastreabilidade

Testes com o uso de RFID já estão em andamento com apoio da Ceitec e de reconhecidas marcas brasileiras do setor calçadista

Por Edson Perin

24 de janeiro de 2019 - Um grupo de empresas do setor calçadista vem discutindo soluções para automação logística, tendo em vista a rastreabilidade e a integração da cadeia produtiva por meio da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID). A iniciativa tem suas bases na Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), que criou o Projeto Sola (Sistema de Operações Logísticas Automatizadas).

Por meio desta iniciativa, são difundidos o uso de padrões de codificação da GS1 (código de barras ou RFID) e boas práticas para acelerar a movimentação de mercadoria e transações comerciais, com o intuito de que se evitem pirataria, roubos de cargas e outros problemas sofridos pelo setor de moda, no qual os calçadistas se encaixam.

Linha de montagem de calçados
Algumas das empresas que fazem parte do Comitê Gestor são marcas reconhecidas do segmento de calçados como Via Marte, Beira Rio, Grendene, Usaflex, Piccadilly, Bibi, Grupo Dass, Bebecê, Pegada, Klin e Jorge Bischoff.

O assunto da rastreabilidade dará novos passos na próxima Fimec (de 26 a 28 de fevereiro de 2019), feira de máquinas e componentes que reúne todo o setor brasileiro da indústria de calçados e recebe visitantes da América Latina, que contará com a participação das empresas acima e de parceiros como a fabricante brasileira de chips de RFID Ceitec.

Na ocasião, diz Igor Hoelscher, consultor do Projeto Sola, "aplicaremos na prática, com software e hardware, os conceitos de automação, atendendo os princípios da Indústria 4.0, bem como demonstraremos o uso do RFID na movimentação de mercadorias".