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Robô automatiza inventário da Decathlon

Isso torna a RFID uma boa opção de tecnologia para detectar automaticamente a localização de um produto e coletar dados para análise, permitindo que a loja saiba como e onde os produtos estão sendo manipulados. A empresa trouxe pela primeira vez o robô Tally ao local e usou seus sensores baseados em câmeras para criar um mapa do ambiente de 8.500 pés quadrados de um andar. Isso, diz Bogolea, pode ser realizado em questão de minutos.

O Tally é um robô projetado para uso em uma loja, em meio a compradores e funcionários. Tem uma base circular que é de aproximadamente 62 centímetros de altura e 18 centímetros de largura. A empresa usou um leitor Impinj no robô Tally, bem como uma variedade de antenas que podem ajustar a orientação com base na direção das leituras de tags.

Tony Leon
O robô usa o aprendizado de máquina para otimizar suas rotas. Por exemplo, áreas contendo alta densidade de produtos e tags podem exigir que o Tally se mova mais lentamente ou passe duas vezes. O robô também usa sensores para detectar a presença de compradores ou funcionários da loja, ignorar o corredor específico em que eles estão reunidos e, em seguida, circular de volta para ler as tags nesse corredor, quanto tem menos pessoas.

O robô pode identificar a localização de cada tag que lê em cerca de um metro cúbico. Os dados coletados são encaminhados por meio de uma transmissão Wi-Fi para um servidor baseado em nuvem, onde o software Simbe interpreta os dados e também fornece uma auditoria de inventário e outros relatórios referentes ao local do inventário.

Segundo Bogolea, "dado que é um ambiente muito dinâmico, com produtos circulando pelas lojas, o Tally tem sido uma ferramenta realmente útil para liberar a equipe para se concentrar em tarefas mais essenciais, como o atendimento ao cliente". O outro benefício, acrescenta, é saber onde as mercadorias estão localizadas, de modo que possam ser devolvidas à área de exibição correta.

A habilidade de analytics pode fornecer outro benefício para o varejista. Os dados referentes aos movimentos dos produtos ajudam a administração a entender o que está sendo manuseado e comprado e a comparar essas informações com a localização de cada item. "Somos capazes de ver quais produtos precisam de substituição frequente e quais produtos não vendem tão rapidamente", diz Leon. "Esse tipo de dados nos permite tomar decisões mais inteligentes quando pensamos em como e quando armazenar nossas prateleiras".