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RFID e GPS automatizam gerenciamento de saúde

Solução permite rastrear equipamentos desde o momento em que são entregues a um paciente, até que o indivíduo o devolva depois de usá-lo em casa

Por Claire Swedberg

14 de dezembro de 2018 - A empresa de tecnologia para a saúde DeRoyal lançou uma solução para os hospitais com a sua plataforma RFID UHF Continuum, para usar em rastreamento de bombas que são utilizadas para terapia de feridos por pressão negativa (NPWT ou negative pressure wound therapy). O sistema aproveita a tecnologia RFID incorporada nos gabinetes, bem como as tags e a tecnologia GPS - junto com conexões de celular e satélite - incorporadas nas unidades de bombeamento para identificar onde elas estão localizadas em tempo real. A solução permite que as bombas sejam usadas em hospitais e que viajem com os pacientes após a alta.

A DeRoyal realizou um estudo de caso de oito meses da solução envolvendo 529 pacientes em um centro de trauma Nível Um. A empresa descobriu que poderia economizar mais de meio milhão de dólares por hospital durante o período de um ano, diz Ryan McBee, gerente de tecnologia da DeRoyal. Desde que o teste foi concluído em setembro de 2017, a empresa lançou a solução comercialmente para outros hospitais.

A plataforma Continuum RFID da DeRoyal
A NPWT é uma técnica terapêutica que emprega um curativo a vácuo destinado a drenar uma ferida para promover a cicatrização de lesões crônicas ou queimaduras de segundo e terceiro graus. Uma bomba, presa a uma lesão por meio de um curativo especial selado, atua como um vácuo para extrair os fluidos e aumentar o fluxo sanguíneo para a área. Normalmente, o curativo é trocado duas a três vezes por semana.

A administração da NPWT em hospitais envolve um processo complexo de transição de uma bomba, usada internamente, para outra quando o paciente deixa a instalação. Normalmente, uma única bomba, permitida para uso no hospital, é alugada para a instalação por um fornecedor para tratamento hospitalar, enquanto uma empresa de aluguel de equipamentos médicos duráveis (DME) fornece uma unidade de bomba móvel para atender às necessidades de cuidados domiciliares do paciente.

A troca de bombas deve ser coordenada pelos membros da equipe quando um paciente está recebendo alta, porque qualquer bomba usada no hospital deve permanecer no local. Os funcionários devem remover a bomba do hospital, remover e aplicar um novo curativo e, em seguida, instalar a nova bomba. Além disso, eles devem registrar o horário em que a bomba estava no hospital, com a finalidade de faturar o seguro do paciente. Como os trabalhadores não podem trocar os curativos diariamente, os pacientes às vezes precisam de mais tempo no centro médico.

Ocasionalmente, as bombas podem acabar faltando, o que gera uma despesa por hospital de uma média de US$ 20.000 a US$ 30.000 por dispositivo perdido. Não é incomum, diz McBee, que um centro médico perca três a sete bombas por ano.