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Estudantes criam alimentador canino inteligente

No início do projeto e após uma pesquisa, a 7th Connection descobriu que já havia alimentadores elétricos no mercado, mas nenhum permitia determinar a quantidade de alimento para cada animal ou oferecia uma interface de envio e recebimento de mensagens SMS ou e-mail para o dono do animal de estimação, para saber se o seu cão está devidamente alimentado.

Isto, então, seria a oportunidade de inovação, constatou o professor Alanis. Para produzir uma máquina tão personificada, a tecnologia de RFID foi a melhor identificada para o projeto. "Cada etiqueta inteligente [ou tag] contém os dados de cada cachorro, bem como, as especificidades de sua alimentação", esclarece o professor.

O alimentador iPET identifica o cão, serve a quantidade certa de comida e ainda avisa o dono pelo smartphone
O aparelho se conecta a uma plataforma open source de Internet das Coisas (ou IoT, do inglês, Internet of Things), chamada de NodeMCU. "A máquina está projetada inicialmente para atender a um cão da raça beagle, considerado de porte mediano e padrão para alguns especialistas", explica Alanis. "Desta forma, a programação foi realizada para oferecer 400g de ração por dia, em quatro doses. Então, há espaços de tempo em que, mesmo estando com a tag RFID próxima ao aparelho, o cão não receberá alimento. A água, porém, fica disponível à vontade e controlada por um sensor de nível, para informar ao dono quando do líquido o animal consumiu".

Depois de meses de preparação, cursos e muita dedicação, o grupo participou da Etapa Regional Sul do Torneio de Robótica FLL, nos dias 17 e 18 de fevereiro de 2017, em Curitiba (PR). "Graças ao empenho de toda nossa equipe, sobretudo dos alunos, conseguimos nos classificar para a etapa nacional, em Brasília", comemora. "Além da classificação, também fomos contemplados como o Gracious Professionalism, prêmio da Lego ao trabalho em equipe por profissionalismo e dedicação".

Na máquina, há duas antenas RFID, uma no bebedouro e outra disposta no comedouro. Por estas antenas, o alimentador se comunica com a tag personalizada do animal, fazendo a máquina funcionar, se for a hora correta, e disparando um e-mail e SMS ao dono informando que o cão se alimentou ou se hidratou. Para estas funcionalidades, foram empregados dois kits Mifare, com módulo leitor RFID MFRC522.

O módulo leitor baseado no chip RFID da NXP trabalha na frequência de 13,56 MHz, com baixo consumo de energia e dimensões reduzidas, permitindo ler e escrever em cartões, sem contato. Além das interfaces de tags, módulo leitor, nodMCU e celular, a equipe está estudando implantar um sensor para informar quanto o animal se alimentou da quantidade servida, por meio de uma balança digital. "Se houver mais de um animal, a máquina os reconhecerá, liberando individualmente a quantidade pré-estabelecida na programação".