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RFID apresenta crescimento de uso no varejo

Durante a pesquisa realizada dois anos mais tarde, a maioria dos entrevistados indicou que suas empresas tinham adotado RFID e muitos entrevistados (mais de 50%) relataram que os principais fatores para a adoção da tecnologia incluíram requisitos de omnichannel, marketing personalizado, melhor visibilidade do inventário e aumento dos lucros operacionais. Os entrevistados relataram que suas empresas queriam permitir que os clientes comprassem produtos online, buscassem em lojas ou mandassem para o local mais próximo. 55% dos entrevistados classificaram seu maior desafio como aumentar as opções de pedidos aos clientes.

A pesquisa teve métricas em categorias específicas antes e depois da implementação da RFID. Dentre os que usam a tecnologia, o estudo descobriu que a precisão do inventário aumentou, em média, para 84,5%, de 67,4% antes da implantação da tecnologia. A satisfação dos clientes cresceu para 71,7%, de 64,6%. Produtos fora de estoque, por outro lado, caíram para 9,8%, de 16,5%. As margens de lucro cresceram de 8,9% (antes do uso da RFID) para 14,3%.

O engajamento do cliente é uma área de foco para os respondentes. Os varejistas estão buscando maneiras de levar os compradores a lojas de tijolo e argamassa e oferecer-lhes os principais benefícios para fazer compras no local. As tentativas de RFID podem incluir estações de auto-checkout, bem como vestiários e espelhos inteligentes.

Os pesquisados indicaram ainda que esperam que os seus gastos com tecnologia RFID cresçam 22% entre 2015 e 2018.

No entanto, Kurt Salmon descobriu que a taxa de adoção foi maior para os maiores varejistas. Apenas 9% dos varejistas com faturamento superior a US$ 1 bilhão que testaram RFID até agora decidiram contra a implementação, enquanto 44% dos varejistas com receitas entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão não implantaram RFID após os testes. Dos varejistas que não implementaram RFID, 25% disseram que o custo foi o principal fator, enquanto 75% indicaram que ainda estavam aguardando uma adoção mais ampla da indústria.

Muitos entrevistados tiveram dificuldade em quantificar o retorno do investimento da RFID para casos de uso tais como engajamento do cliente e auto-checkout. Sain prevê que os varejistas se concentrarão nessas categorias, bem como medir os resultados e casos de uso adicionais no futuro.

No entanto, Sain diz que há outros setores de varejo que não estão aumentando as adoções de RFID a taxas elevadas. Por exemplo, produtos como eletrônicos e vários outros produtos não-vestuário, ainda estão adotando RFID a uma taxa mais baixa. As empresas menores têm muito menos probabilidade de terem adotado a tecnologia.

Uma cópia completa do relatório de 2016 está disponível online. A Kurt Salmon pretende realizar seu próximo estudo sobre RFID em 2018, a fim de avaliar ainda mais as mudanças no varejo.