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Confecção reduz gastos com horas extras

A PL Confecções não declara quantas tags utiliza mensalmente. Porém, segundo dados da iTag, a cidade de Cianorte utiliza mensalmente mais de dois milhões de tags fabricadas pela companhia, que também forneceu a solução de identificação por radiofrequência para as outras quatro empresas que utilizam a tecnologia no mesmo município. "A tendência é de que o consumo de tags cresça, conforme as fábricas passem a utilizar mais e mais a RFID para controlar os seus processos de negócios", prevê Gambim.

Dentre os desafios para implantar a RFID em seus processos, Cabral destacou o trabalho dos profissionais de moda. "A forma de pensar dos estilistas [foi um desafio], pois conforme as análises da RFID, que tem algumas restrições com produtos com metais, também tivemos que mudar o pensamento dos acabamentos na colagem das etiquetas", revela Cabral.

Apesar do cenário brasileiro atual, com alta do dólar e instabilidade política, os empresários de Cianorte estão positivos quanto à realização de negócios. O pior, pelo que parece, já passou. Ou seja, quando os chineses começaram a inundar o mercado com produtos de confecção a preços mais baixos. A solução para os fabricantes de Cianorte foi aumentar o valor agregado dos seus produtos, com adereços como bordados e acessórios, e assim competir em um nível onde a manufatura chinesa não tem produto para competir.

Além das fábricas adequadas ao uso da identificação por radiofrequência, outra iniciativa importante foi realizada em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI), da cidade. A iTag patrocinou uma sala de aula onde os alunos podem aprender tudo sobre os sistemas de RFID, passando por hardware e software, além das operações em si. A sala conta com um armário de leitura, com antenas e leitores conectados a um computador, onde roda o middleware para gestão do conteúdo de caixas e malotes.

Com o crescimento da demanda por profissionais que conhecem a tecnologia, graças aos investimentos realizados pelas empresas que já adotaram RFID em seus processos de fabricação na cidade, os alunos do SESI já saem praticamente empregados. Dentro do currículo do curso de logística, uma das disciplinas mais procuradas é justamente a que ensina o funcionamento e a operação com RFID.