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Evento mostra cidades inteligentes a prefeitos

Alguns dos projetos já estão demonstrando entrega de valor econômico e social. A Smart Emergency Response System (SERS), que estreou no SmartAmerica do ano passado, implantou drones equipados com antenas direcionais, que suportam comunicações de longo alcance. A SERS permite que pessoas em áreas de desastres possam enviar pedidos de ajuda via drones pairando sobre a área, que, em seguida, retransmitem os pedidos para o centro de controle da missão. Na direção do centro de controle da missão, os robôs também podem ser implantados para os esforços de busca e resgate, assim como cães equipados com sensores, incluindo uma câmera e transceptores GPS. Participando por vídeo, de Wemberly, Texas, Coitt Kessler, um bombeiro veterano de Austin, disse aos participantes que a SERS permitiu o trabalho do departamento de inundações, mesmo com a interrupção nas comunicações.

Familiarizado com as inundações, os Países Baixos, através da sua embaixada e uma visita do rei Willem-Alexander e a Rainha Maxima, trouxeram para o evento uma visão europeia dos benefícios da cooperação público-privada com relação a projetos de cidades inteligentes.

A Holanda começou a desenvolver aplicações de smart-city em Amsterdam, em 2009, com o lançamento de 16 projetos-pilotos, incluindo um que envolve 500 edifícios equipados com sensores e displays digitais para reduzir o consumo de energia. O ministro dos Negócios holandês Bert Koenders disse ao IOT Journal que acredita no interesse dos Países Baixos na promoção do GCTC, que decorre diretamente das demandas de infraestrutura complexas em suas cidades populosas.

Uma das apresentações mais impressionantes do dia foi de Cleveland. Como parte de uma reforma de US$ 350 milhões, o Cleveland Museum of Art desenvolveu o Gallery One e o seu aplicativo ArtLens, que está disponível para os sistemas operacionais iOS e Android. O projeto Gallery One consumiu US$ 10 milhões, nos Estados Unidos, e combina imagens de 3.000 objetos do museu, juntamente com funcionalidades interativas. Ao tocar em uma imagem, os visitantes podem aprender mais sobre ele e objetos semelhantes, e podem enviar informações sobre a peça para o seu iPhone ou iPad (ou alugar um smartphone do museu). Além disso, ao usar o aplicativo ArtLens, eles podem acessar um mapa da galeria, bem como digitalizar uma imagem para saber mais sobre os elementos de uma determinada peça e estudar seu artista.

"As pessoas consideravam que os museus de arte fossem intimidantes para as famílias, sem falar, sem tocar, etc.", disse Jane Alexander, CIO do museu, acrescentando que um recurso que permite aos visitantes desconstruir e estudar pequena partes de uma obra torna o museu mais popular.