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Tag brasileira para metais amplia alcance de leitura

A originalidade do estudo de Barbin está justamente no desenvolvimento de uma etiqueta para objetos metálicos. “Uma etiqueta convencional operando em UHF pode ter seu desempenho alterado dependendo dos materiais que compõem o objeto [em que será inserida ou que estiverem ao redor deste]. Metais degradam significativamente o desempenho, reduzindo a distância de identificação”.

De acordo com Barbin, a etiqueta que desenvolveu é feita como em processo de tornearia, com o corte, dobra e solda da chapa. A parte mais sofisticada, que não se faz em estamparia, é a colocação do chip. “Se as etiquetas convencionais são realmente baratas, elas não funcionam em metal, enquanto esta funciona e a um custo bem razoável, que hoje não deve ultrapassar os R$ 4, valor que pode cair bastante com a fabricação em escala”.

Manoel Barbin
O protótipo construído e testado por Barbin traz um novo método de alimentação do sinal de radiofrequência. “Neste caso, se dá através de uma fenda no elemento radiante da antena. Os resultados da simulação indicaram que este método não somente viabiliza a montagem do circuito integrado, como pode ser utilizado para realizar o casamento de impedâncias entre o circuito e a antena”, argumenta. “É um formato que também facilita bastante a construção e a montagem da etiqueta em um processo produtivo, diminuindo custos”.

Barbin afirma que as etiquetas passivas RFID UHF devem possuir uma banda com largura em torno de 100 MHz e centrada em 910 MHz para operarem nas faixas regulamentadas pelos diferentes organismos mundiais. “Este é um requisito importante para atender a um mercado o mais amplo possível”.

O pesquisador diz ainda que diversos esforços têm sido realizados para desenvolver etiquetas passivas de menor custo e que possam ser utilizadas em variados objetos e bandas UHF. “No nosso caso, simulações eletromagnéticas da antena e posteriores análises de desempenho da etiqueta mostraram que foram atendidos os requisitos de largura de banda (860 MHz a 960 MHz) e distância máxima de leitura, maior que oito metros”.