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Brasileiros querem avaliar uso de RFID no enxoval hospitalar

De acordo com os acadêmicos, as boas práticas de gestão requerem que nas unidades hospitalares se tenha controle de todos os insumos e tecnologias críticas empregadas no cuidado com os pacientes. "Além da observação a requisitos de segurança e eficácia, o provedor de serviços deve garantir boas condições de higiene e conservação de tudo aquilo que é utilizado pelo paciente", explicam. "Neste sentido, um item crítico é o enxoval hospitalar, que precisa ser manuseado com cuidado para evitar que se torne um vetor de contaminações e infecções".

A escolha do enxoval hospitalar leva em conta fatores de conforto, adequação técnica, vida útil e segurança sanitária. "Dependendo de como se adquire este tipo de insumo e do grau de rotatividade de pacientes, um hospital de 100 leitos pode ter uma despesa mensal de R$ 22.000,00 com a aquisição de peças do enxoval hospitalar". Assim, diz o estudo, a compra de enxoval hospitalar deve considerar, além de requisitos sanitários, o custo e retorno sobre o investimento em médio e longo prazos, e não apenas o menor preço ou menores gastos no curto prazo.

O enxoval hospitalar, dizem, é considerado um dos grandes aliados da redução das infecções hospitalares, entretanto seu manejo e custo podem impactar na qualidade dos serviços hospitalares. "Investir em tecnologia pode ser uma oportunidade para a melhoria da gestão e redução de custos, o problema ainda é a lacuna de informações objetivas sobre técnicas para a mensuração do custo e benefício das tecnologias disponíveis hoje no mercado".

O estudo mostra que uma solução de RFID, com tags, antenas e leitores, capaz de monitorar mensalmente cerca de 15 toneladas de roupas, custa em média US$ 20 mil. "Assim, consolidar as informações e evidências sobre o uso desta tecnologia pode contribuir para desmistificar seus problemas e validá-la como instrumento de gestão hospitalar", concluem.