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Ford move-se para carros semiautônomos

A fim de garantir que o carro não teria uma resposta lenta, os pesquisadores forneceram ao carrinho um sensor LiDAR ligada ao sistema de freios. O sensor emite um feixe de luz laser para detectar a presença de objetos próximos e os pesquisadores programaram o carrinho para parar, se “sentir” obstáculos a menos de 2 metros de raio ao seu redor. (Nota: o LiDAR ainda não tinha sido adicionado ao carrinho quando o vídeo abaixo foi feito e, assim, funciona a menos de 2 metros dos cones laranja)

Neste ano, os pesquisadores vão continuar a experiência, mas com um carro real e o foco será o de testar a confiabilidade da conexão de rede e otimizar a quantidade de dados transmitidos a qualquer momento, a fim de garantir que as transmissões não excedam a largura de banda disponível.

"Não podemos ter quaisquer falhas ou atrasos na transmissão", diz McCreadie. "Até agora, a experiência tem demonstrado que, sim, podemos transmitir de forma confiável por uma rede LTE. Mas em um jogo de futebol, no campus, haveria milhares de pessoas usando seus telefones celulares na área do carro e a rede poderia funcionar de modo diferente".

Na estação de trabalho, um indivíduo poderia assistir as transmissões de vídeo e usar um volante de pedal de acelerador e freio ligados por uma rede LTE no carrinho de golfe
A Ford está interessada em permitir a operação remota de veículos, explica McCreadie, porque esse recurso pode ser atraente para várias aplicações. Por exemplo, um provedor de compartilhamento de carro pode usar a operação remota para garantir que todos os seus veículos estejam estacionados em vagas designadas. No futuro, os carros se tornarão totalmente autônomos, com novos serviços de transporte. Estes serviços podem proporcionar mobilidade para as pessoas com deficiência, por exemplo. E vão ser populares em áreas urbanas densas, prevê McCreadie, onde os benefícios de propriedade de veículos são baixos.

"Todo mundo está trabalhando em veículos autônomos. Eles estão vindo", afirma McCreadie. "Mas a tecnologia é cara e não há infra-estrutura necessária. Esta tecnologia especial que estamos testando, que mantém um ser humano no circuito, é algo que poderia ser implantada no mercado mais cedo e com menos custos do que os veículos totalmente autônomos".