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Petrobras faz testes na logística offshore

Os mangotes, que transferem óleo para navios, são peças bem grandes. A solução testada foi com uma tag passiva de baixa frequência (LF). "Colocamos duas tags nas extremidades dos mangotes com um adesivo especial. Isto permitiu reduzir custos graças ao aumento da produtividade e da qualidade do processo. A bateria do próprio leitor tem uma capacidade mais longa. O equipamento não é a prova de água e não tem facilidade de manuseio pelo mergulhador", afirma Cruz, que ainda busca uma solução mais adequada às exigências da operação.

Fotos centrais mostram o desgaste progressivo dos códigos de barras: a RFID está sendo testada como alternativa
"As eslingas são um item de segurança para as operações, pois carregam toneladas de equipamentos", relata. "Depois do uso intenso do cabo, as placas de validade das eslingas podem se soltar, o que exige uma nova inspeção. Com RFID, a inspeção passou a ser feita com tags de alta frequência [HF]: já há mais de mil tags passivas em uso nos testes".

Os tubos fabricados pela empresa Vallourec são utilizados para a perfuração de poços. A empresa fornecedora da Petrobras tornou-se parceira no projeto de RFID. "Hoje o processo de identificação dos tubos é feito manualmente. Estamos falando de fazer registros automáticos de operações para saber a lista dos tubos que estão sendo colocados. Cada coluna você pode retirar, mas você perde a identificação dos tubos", explica Cruz.

Esses tubos, de acordo com ele, têm uma rosca de conexão. "A ideia foi prender esta luva com uma tag de RFID para não comprometer a integridade do tubo. É uma tag bem pequena, testada no laboratório para as condições extremas dos poços. E já fizemos teste de campo, com 219 elementos, que ainda não foram retirados para saber se funcionaram ou não", conclui.