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Petrobras faz testes na logística offshore

"A logística offshore [até alto mar], envolve tudo o que precisa ser levado de materiais para as plataformas e também pessoas", afirma Cruz. Os terminais são portos e aeroportos e, de acordo com a estrutura dos custos da Petrobras, 64,7% representa a carga marítima, onde hoje está o foco das soluções de RFID; 31,8% são passageiros marítimos; 0,6% representa a carga aérea; e 2,9%, carga terrestre. "Temos uma frota de aproximadamente 200 navios de apoio e transportamos 3,5 milhões de toneladas por ano".

O desafio da área de logística da Petrobras não difere do que as companhias de um modo geral enfrentam, mas as proporções são gigantescas: devido ao necessário aumento da produção e por ter agora uma operação pouco centralizada – devido às novas descobertas de reservas de petróleo e gás, como o pré-sal, obrigando à expansão para mais portos e mais armazéns – a companhia precisa crescer e reduzir custos. "Não é um desafio simples", ironizou.

Esquema de uso de RFID para controle de equipamentos submarinos

A RFID, diz Cruz, entrega informação de qualidade para gerenciar equipamentos submarinos, mangotes, eslingas para movimentação de cargas e tubos para perfuração. Estas têm sido as áreas onde o uso da RFID está em testes e desenvolvimento. "Entre os equipamentos submarinos há os que são movimentados entre as unidades, de tempos em tempos, e depois têm de voltar para manutenção. Uma equipe de terra designa para onde vão esses equipamentos", diz. "Queríamos evitar paradas e queda de produtividade porque as ferramentas não chegaram a tempo a uma unidade. Trabalhamos juntos com a Tecgraf e a PUC do Rio de Janeiro para desenvolvermos um sistema para este tipo de ativo".

Cruz diz que, "na parte de hardware, estamos usando GPS e comunicação com interface RFID para transporte. Usamos tags ativas e passivas e hoje estamos usando só o GPS, mas vamos continuar testando RFID em conjunto". O sistema pareia os dados lidos das ferramentas, como localização e estado de conservação, com RFID e GPS. "Usamos RFID passiva para que de tempos em tempos haja uma checagem da localização da ferramenta", acrescenta.

Os testes mais recentes são com a colocação de GPS dentro de um vaso de pressão, que já foi testado com sucesso numa câmara hiperbárica e está indo para teste de campo. O GPS e as tags passivas RFID são uma alternativa que será retomada no futuro quando não der para colocar um vaso de pressão dentro de uma ferramenta.