Notas do Editor

Varejistas podem economizar US$ 42 bi por ano

Agora, vamos falar de matemática. O Global Retail Theft Barometer calcula que o furto por funcionários representa 28% das perdas globais do varejo, ou seja, dos US$ 128 bilhões, aproximadamente, US$ 36 bilhões. Digamos que a RFID reduza esta perda pela metade. Assim, seriam US$ 18 bilhões em receita adicional para os varejistas.

O relatório também diz que erros administrativos somam 21% dos prejuízos ou US$ 27 bilhões. Eu não vi nenhum estudo sobre o impacto do RFID em erros administrativos, mas, dada à sua capacidade de contar os itens com rapidez e precisão, eu diria que pode reduzir os erros em 80% (ou mais), o que daria uma economia de US$ 21 bilhões.

As fraudes de fornecedores representaram 13% de todas as perdas no ano passado, ou US$ 16,6 bilhões. Um exemplo de tal fraude seria um fornecedor dizendo que enviou 1.000 itens, mas realmente só transportou 950. Mais uma vez, a capacidade de a RFID contar com rapidez e precisão seria capaz de reduzir as fraudes em 80%, poupando dos varejistas mais US$ 13 bilhões.

A economia total do varejo com RFID poderia chegar a cerca de US$ 52 bilhões, anualmente. Não sei quantos itens são vendidos ano a ano, mas vamos dizer que seja 1 trilhão de unidades. O uso de tags em todos os bens custaria cerca de US$ 10 bilhões se o custo da tag for de 10 centavos de dólar cada. Assim, seria de US$ 42 bilhões a economia líquida com a RFID, anualmente.

É um monte de dinheiro; e, claro, que a economia não seria dividida igualmente entre todos os varejistas. As perdas variam muito, dependendo da região das operações, se um varejista tentar combatê-la de forma agressiva, com uso de tecnologia e de outros fatores. Mas se os varejistas que implantam RFID podem gerenciar inventário e obter um grande retorno sobre o investimento pela melhoria da disponibilidade de produtos na prateleira, o ganho por evitar perdas torna os benefícios adicionais bem interessantes.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal.