Notas do Editor

Para onde vamos

Eventualmente, a RFID permeará a empresa da mesma forma como os computadores têm feito isso. Assim como cada funcionário tem um desktop ou laptop e um smartphone, todas as ferramentas, recipientes e veículos terão uma tag RFID passiva ou ativa, permitindo que seja monitorado e gerenciado. E esses dados estarão disponíveis em toda a empresa, nas redes corporativas que foram introduzidas ao longo dos últimos 20 anos.

Durante as últimas três décadas, as empresas têm arrancado e substituído sistemas conforme a tecnologia evolui. Existe o perigo de que as empresas que implantam um sistema de ferramenta de monitoramento ou gerenciamento de inventário agora posam ter de substituí-lo dentro de alguns anos, porque não vão mais ser capazes de controlar outras coisas que a empresa precisa gerenciar. Mas as empresas podem evitar esse destino, se pensarem sobre para onde a RFID está indo e não apenas sobre o problema que estão tentando resolver neste momento.

No evento LIVE! 2014, estarei realizando um Strategic RFID Workshop projetado para ajudar as empresas a pensar amplamente sobre o cenário e, assim, planejar para o longo prazo. O segundo objetivo do workshop será permitir que os participantes possam criar um plano de RFID que lhes permita evitar ter que arrancar a tecnologia em poucos anos, pois não atende às suas metas de longo prazo, e adotar uma estratégia de RFID que se alinhe à visão competitiva de longo prazo. Convidei Carlo Nizam, chefe da cadeia de valor da Airbus, para se juntar a mim para uma sessão final interativa da pré-conferência, já que a Airbus tem feito o melhor trabalho, na minha opinião, ao desenvolver uma estratégia inteligente de RFID coerente com a empresa.

Já vi um monte de movimentos inteligentes feitos pelas empresas durante os meus 30 anos de reportagens e também vi um monte de erros. Eu gostaria de fazer tudo que posso para ajudar as empresas a fazer o primeiro e evitar o segundo.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal.