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Como a IoT pode impulsionar o varejo

A Internet das Coisas pode fazer o varejo reforçar o omnichannel, tornando o espaço físico mais integrado à experiência oferecida pelos canais digitais

Por Sandra Maura

14 de janeiro de 2019 - A expansão do comércio eletrônico, nos últimos anos, fez com que muita gente apostasse no fim do varejo físico. Mas isso não aconteceu. As lojas tradicionais seguem como um importante elo da cadeia de negócios para as empresas do setor, representando uma parcela significativa das vendas e, principalmente, do trabalho de relacionamento entre as marcas e o público.

Por outro lado, também é preciso admitir que as novas tecnologias e a ascensão de novas tecnologias têm obrigado as lojas físicas a mudarem suas estratégias e estruturas. Com os consumidores mais conectados e dispostos a procurar experiências que os satisfaçam integralmente e com o mercado varejista mais concorrido do que nunca, as empresas de varejo estão tendo que caminhar para a renovação de seus ambientes de atendimento e gestão para acompanharem eficientemente as demandas da nova Era Digital.

Nesse cenário, a Internet das Coisas (IoT) é um dos principais pilares de transformação à disposição dos lojistas. Ao permitir a integração e a automação de toda a cadeia de trabalho do comércio, do pré-venda ao pós-venda, as soluções de IoT possibilitam um melhor planejamento das companhias, tanto para simplificar as demandas de administração de negócios quanto para otimizar as questões diretamente ligadas ao atendimento dos consumidores.

Entre os benefícios gerados a partir da utilização de sensores e sistemas conectados à estrutura das lojas, podemos destacar a oportunidade de monitorar e analisar todos os eventos fundamentais ao funcionamento dos negócios, antecipando qualquer questão que afete os resultados. Por exemplo: com uma rede inteligente, é possível propor um monitoramento preditivo de alta qualidade, com análise capaz de apontar quais são e onde se encontram as possíveis falhas de infraestrutura e rede de TI, garantindo assim a máxima performance da loja nos momentos-chave das vendas.

Outro ganho importante trazido pelas aplicações de Internet das Coisas é em relação à inteligência para se gerenciar os ativos internos, sobretudo no que diz respeito ao controle de estoque e aos processos de logística. O uso de “etiquetas eletrônicas”, com a adoção de chips de identificação por radiofrequência (RFID) permite incluir rastreamento digital dos produtos, ampliando potencialmente a capacidade de análise sobre quais itens estão sendo vendidos e até quais são movimentados dentro das lojas.

Além de vantagens operacionais, os sistemas conectados de IoT tendem a transformar a dinâmica interativa dos estabelecimentos, em busca de formas que permitam maximizar a experiência dos clientes. O varejo físico funcionará, cada vez mais, como “modelo de vitrine”, alavancando serviços de atendimento diferenciados para satisfazer os consumidores. É com esse papel que o mercado pode se tornar efetivamente apto a atender os clientes que navegam pelos ambientes físico e digital na mesma jornada de compra. Segundo dados da Delloite, por exemplo, 93% dos clientes afirmam fazer pesquisas nas lojas virtuais e reais para fazerem suas compras.