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Tarifa Branca dissemina uso da IoT no Brasil

O relatório do instituto de pesquisas Ponemon (edição 2017) sobre o custo das violações na área de utilities mostra um quadro preocupante, ao menos nos EUA. Em 2016, a violação de dados custou em média, para cada concessionária de energia, quase 3,5 milhões de dólares, com um custo de 137 dólares por medidor de energia. O prejuízo causado por ataques à essa infraestrutura permanece elevado, sem tendência de redução.

Diante deste quadro, uma solução seria procurar dispositivos IoT mais seguros e, necessariamente, mais caros – o que contradiz um dos conceitos básico da Internet das Coisas, a escala trazida pelo baixo valor dos dispositivos.

Outra possibilidade seria contratar soluções e serviços de segurança da informação que operam de forma centralizada. O mercado já conta com sofisticadas soluções de segurança que, sendo aplicadas na frente da aplicação da distribuidora de energia, irão garantir a integridade, a disponibilidade e a confiabilidade da informação coletada pelos sensores em campo.

A escolha dessa solução centralizada de segurança para ambientes IoT passa por vários fatores. É fundamental procurar plataformas que ofereçam segurança, confiabilidade, escalabilidade, baixa latência, desempenho, visibilidade e adaptabilidade. Esses valores contribuem para que as informações coletadas dos medidores de energia aconteçam de forma transparente, simples, mas com total segurança.

Em outras palavras: a segurança da infraestrutura IoT das distribuidoras de energia demanda soluções que, hoje, podem ser vistas protegendo aplicações de missão crítica como Internet Banking, plataformas de vendas de e-Commerce, etc. Esse conceito aplica-se às distribuidoras de energia, porque, na prática, o que rege as ofertas dessas empresas são grandes sistemas corporativos com máxima criticidade para essa empresa e para o país. Para que o ambiente de produção das distribuidoras de energia esteja realmente protegido, é fundamental usar o que há de melhor em segurança digital: proteção contra os ataques DDoS, controle de identidade e acesso, firewalls, etc.

Ao longo de 2018, as diversas distribuidoras de energia que operam no Brasil terão de lidar com as vulnerabilidades dos medidores de energia e dispositivos, e encontrar saídas para aumentar a integridade desse ambiente. Num país do tamanho do Brasil, será inevitável que algumas empresas de utilities saiam na frente da corrida pelo IoT – essas empresas serão, na prática, alavancas de crescimento da riqueza das regiões onde estão instaladas. Na disputa pelo futuro, ganhará quem aliar, à implementação de medidores de energia inteligentes, com uma política de segurança transparente, centralizada e comprovadamente eficaz.

Ronaldo Vieira é gerente de desenvolvimento de negócios em IoT da F5 Brasil.