RFID Reportagens

Padronização é fundamental para IoT também no Brasil

Para se ter uma ideia, são previstos, segundo a Cisco, de cinco a dez vezes mais transformações nos processos de negócios promovidas pela IoT do que pela própria Internet, gerando oportunidades de negócios na casa dos US$ 19 trilhões, algo como o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, a maior economia do mundo, em 2016. De olho nesta oportunidade, o governo federal do Brasil lançou o projeto de elaboração do tal Plano Nacional de Internet das Coisas, com o propósito de favorecer a competitividade do país nesta área.

E como o plano tem um enfoque internacional – o que faz muito sentido –, a pauta do RFID Journal Brasil buscou mensurar a importância que têm os códigos, frequências e padrões globais para Internet das Coisas e quanto podem impactar os negócios de empresas de origem brasileira ou internacional. Há no mercado companhias de todas as origens que fornecem tags, software e equipamentos, além das companhias que já instalaram sistemas e operam negócios baseados neste conceito avançado.

Roberto Matsubayashi, da GS1 Brasil
Apesar de a McKinsey trabalhar com um calendário limitado em quatro anos, a IoT remonta há bem mais de uma década de história no Brasil, com iniciativas como a fábrica de impressoras da HP, de 2004, que se enquadra no conceito de Indústria 4.0 antes mesmo de o termo ter sido criado na Alemanha, em 2012 (leia mais em Fábrica da HP mostra avanços da IoT no país); ou o pedágio eletrônico (leia mais em Projeto com RFID pode tornar pedágio mais justo nas estradas de São Paulo); ou ainda o pagamento de transportes pelo Bilhete Único, uma das maiores iniciativas de cidades inteligentes (smart cities) de todo o globo (leia mais em Smartphone com NFC recarrega Bilhete Único, em São Paulo).

Vale lembrar inclusive que a estatal Ceitec, a fábrica brasileira de semicondutores que é gerida diretamente pelo MCTIC, fabrica os chips de identificação por radiofrequência (RFID) que tornaram possível nacionalizar as conquistas da fábrica da HP, em Sorocaba (SP), ou, mais recentemente, as etiquetas de pedágio utilizadas no Brasil (leia mais em Ceitec entrega 300 mil chips para tag veicular). Ou seja, a Ceitec também faz da IoT uma realidade no país, embora ainda não tenha a independência gerencial que merece uma "Embraer do Silício".

Padronização para competir globalmente

Pensando em padrões e competitividade global, a primeira questão da pauta foi sobre a importância de serem mantidos os padrões internacionais para garantir a competitividade do Brasil em IoT, dentro e fora de suas fronteiras físicas, com seus já existentes provedores de equipamentos, tags e soluções – sejam para RFID UHF, Bluetooth, Wi- Fi e outras tecnologias. A resposta do CPqD foi utiliza por Thales Marçal Vieira Netto, do MCTIC, para embasar a sua opinião.