RFID Reportagens

Padrão EPCglobal reduz custos de soluções RFID

O protocolo favorece a implantação dos sistemas de identificação por radiofrequência em cadeias de suprimentos e torna as tags mais competitivas

Por Edson Perin

5 de setembro de 2014 - Desde que foi publicado pela primeira vez em 2004 pela GS1 EPCglobal, o EPC (Electronic Product Code ou Código Eletrônico de Produtos) tem sido utilizado com sucesso para definir os requisitos físicos e lógicos dos leitores e tags dos sistemas de identificação por radiofrequência (RFID), tornando-se o padrão para implantações de frequência ultra alta (UHF), na faixa de 860 MHz a 960 MHz, em diversos ramos de atividade. O novo Gen2v2, anunciado no final do ano de 2013, representa a última versão do protocolo de interface aérea da GS1 EPCglobal.

A nova versão foi reforçada em resposta às necessidades da comunidade de usuários EPCglobal. O Gen2v2 apresenta, assim, uma série de características opcionais compatíveis com os anteriores, incluindo a função Untraceable, para garantir a privacidade de dados, restringir os privilégios de acesso e reduzir o alcance de leitura de uma tag; suporte à autenticação criptográfica de etiquetas e leitores para verificar a identidade e origem, além de reduzir o risco de falsificação e acesso não autorizado; entre outras inovações (leia mais em O que traz o novo EPC Gen2v2).

Wilson Cruz, da GS1
De acordo com Wilson Cruz, responsável por Inovação e Alianças Estratégicas na GS1 Brasil, um padrão é criado para permitir a redução de custos e facilitar a implantação. "Em termos de custos, seguir o padrão facilita a aquisição de produtos de mercado, desenvolvidos com tecnologia de ponta, sem ter de desenvolver software dentro de casa, o que é caro", argumenta.

Já em relação à facilidade de implantação, outro ganho embutido também vem da redução de custos. "O ERP [sistema de gestão eletrônico] da SAP, por exemplo, já está totalmente adequado ao padrão global da GS1".

"Isso faz com que o cliente não precise customizar. Mas, se tiver alguma coisa fora do padrão, terá de customizar o sistema", sintetiza Cruz. Em suma, investir para customizar representa pagar mais caro para um sistema funcionar.

Outro ponto importante da padronização, segundo Cruz, é a integração com fornecedores e clientes em todo o mundo, mas de um modo simplificado. "Se os clientes usam o mesmo padrão no mundo todo, isto facilita a vida do fornecedor, porque não terá de identificar um produto de maneiras diferentes para atender cada cliente".

Por exemplo, explica Cruz, "um fornecedor de um determinado tipo de calçado ou vestuário tem de seguir a regra de grandes varejistas, que muitas vezes têm mais de 400 tipos de etiquetas para a codificação interna de produtos. Imagine a facilidade de exigir uma mesma identificação de RFID, padronizada, para todos os fornecedores".