RFID Reportagens

RFID ajuda amputados a manipular próteses de mãos

MORPH, desenvolvido pela Infinite Biomedical Technologies, permite aos seus usuários controlar o ambiente a seu redor

Por Jill Gambon

23 de julho de 2013 - Depois que Sean McHugh perdeu o braço direito em um acidente de construção há 11 anos, ele foi equipado com uma prótese de braço e mão. Mas os atos simples como pegar um copo de vinho, colocar um casaco ou carregar uma pasta tornaram-se complicados, muitas vezes, repletos de frustração ou percalços. O nível de aperto pode mudar espontaneamente ou exigir um esforço desgastante.

McHugh tentou dois tipos de próteses: uma operada por cabo e outra mioelétrica, com um sensor usado para converter os movimentos musculares em sinais elétricos para abrir e fechar a mão e variar a força dos apertos. Ambos tinham limitações em termos de confiabilidade e facilidade de uso.

Fotos: Infinite Biomedical Technologies

Isso mudou no ano passado, quando McHugh recebeu uma prótese mioelétrica equipada com um leitor embutido de identificação por radiofrequência (RFID). Ele carrega várias etiquetas RFID no bolso da camisa, no cinto e em outros locais convenientes, e cada uma está programada para uma ação específica. Para fazer a sua mão protética se mover do jeito que quer, ele simplesmente passa sobre a etiqueta apropriada. Assim, pode controlar sua mão direita, o que torna mais fácil colocar um galão de leite na geladeira e realizar outras tarefas de rotina.

McHugh foi um dos vários amputados escolhidos para testar o dispositivo protético, chamado MORPH (Myoelectrically Operated RFID Prosthetic Hand) e fornecer seu feedback aos pesquisadores da Infinite Biomedical Technologies, que desenvolveu o sistema. "O dia em que eu recebi o protótipo foi uma ocasião de alegria", diz McHugh. "Ele mudou o meu futuro. É um sentimento maravilhoso ter a minha mão na posição correta para pegar algo. Isso me poupa tempo e me dá confiança. Ela substituiu deficiência por capacidade."

A Infinite Biomedical Technologies, um fabricante de dispositivos médicos dos EUA que se tornou independente da Johns Hopkins University, em 1997, descreve a sua missão como sendo a de encontrar avanços inovadores para melhorar próteses. E a empresa acredita ter feito exatamente isso com o seu produto MORPH. "O poder do RFID permite ao paciente tomar o controle de seu ambiente em qualquer grau que queira", diz Ananth Natarajan, co-fundador e membro do conselho da empresa de capital fechado.