RFID Reportagens

Montadoras dirigem-se para RFID

Benefícios na fabricação estimulam adoção e, na via da implantação, os padrões da cadeia de suprimentos podem acelerar o processo

Por Jennifer Zaino

4 de março de 2013 - A indústria automobilística cuida sempre para que os recipientes retornáveis nunca sejam perdidas, apenas deslocados. Mas, enquanto disse em tom de brincadeira, isto revela uma verdade e um problema caro. Os recipientes podem custar milhares de dólares e estudos estimam que a indústria automobilística gasta milhões de dólares anualmente com eles, substituindo itens de transporte retornáveis (RTI), o que inclui racks e pallets. Além disso, um RTI perdido ou extraviado com peças essenciais para a linha de montagem pode levar a atrasos na produção.

Para melhorar o rastreamento de RTIs, a internacional Joint Automotive Industry Forum (JAIF) – composto pela norte-americana Automotive Industry Action Group (AIAG), a europeia Odette International, a japonesa Japan Automotive Manufacturers Association (JAMA) e a Japan Auto Parts Industry Association (JAPIA) – estabeleceu regras para conduzir a cadeia de abastecimento da indústria. As cadeias de circuito fechado existem no mercado automobilístico, mas a maioria das cadeias de fornecimento é aberta, segundo Michael Liard, VP de AutoID na VDC Research. "Os fabricantes estão fornecendo mercadorias de vários parceiros da cadeia de suprimentos e, em uma cadeia de suprimentos de malha aberta, as normas são fundamentais", diz ele.

Em 2011, a JAIF publicou diretrizes globais de gestão da RTI. Eles recomendam a identificação de RTI com etiquetas RFID passivas EPC Gen 2 UHF. Eles também incluem regras para o armazenamento de dados em etiquetas RFID para que a informação possa ser lida por códigos de barras e leitores de RFID, alimentado em um formato comum em diversos sistemas back-office e compartilhados entre diversas partes do mundo.

"Você tem alguns recipientes caros, caixas e pallets destinados a proteger as peças durante o transporte e estes precisam voltar para o fornecedor, depois de as peças serem entregues ao cliente", diz John Canvin, diretor da Odette International. Etiquetas codificadas de acordo com as especificações devem ser postas em toda a cadeia, desde os subcontratantes de um fornecedor até as montadoras, onde quer que estejam no mundo. "É quase a analogia do mercado de telefonia celular móvel", diz ele. "Há diferentes marcas e provedores de serviços em diferentes países, mas todos podem falar uns com os outros por causa de um formato comum para troca de dados e protocolos”.