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RFID para veículos brasileiros entra em testes em outubro

O módulo de emplacamento com tags PIVE será desenvolvido na primeira etapa, depois será a vez do monitoramento; o lançamento do Siniav está previsto para janeiro de 2013

Por Edson Perin

27 de setembro de 2012 - O Brasil está dando os primeiros passos para adotar a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) em toda a sua frota de veículos. Os primeiros testes de funcionamento do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav) devem começar no mês que vem, para quando está previsto o início das avaliações e ajustes dos processos e tecnologias que darão suporte ao novo tipo de emplacamento, utilizando as tags (etiquetas) RFID.

No segundo estágio, serão testados os sistemas que irão realizar o monitoramento dos veículos emplacados com as tags semi-ativas, tanto nas instalações dos órgãos fiscalizadores como nas vias públicas.

Logomarca do Siniav

O Siniav determina que todos os veículos leves, comerciais leves, caminhões, ônibus, ciclomotores, motocicletas, triciclos, quadriciclos, tratores, reboques e semi-reboques, além dos modelos importados, instalem um chip RFID. O objetivo é permitir uma melhor fiscalização sobre os veículos, tanto no que se refere ao recolhimento de impostos e taxas, como sobre a sua localização, quando ocorrer roubos ou furtos de veículos, e respeito às regras de trânsito e muito mais. O prazo de início oficial do Siniav foi determinado para janeiro de 2013, pela Portaria 412 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

A primeira fase de avaliação da tecnologia envolve a comunicação entre as tags instaladas em alguns veículos selecionados e a busca de informações dentro dos bancos de dados dos órgãos fiscalizadores. “Estamos começando o módulo do emplacamento de veículos junto ao Serpro [Serviço Federal de Processamento de Dados]”, explica Victor Begnini, responsável técnico pelo projeto do Siniav. “É possível que o backoffice central do Siniav seja implantado lá, inicialmente”.

De acordo com Begnini, o ponto de partida será a integração do sistema RFID com os outros sistemas do Denatran, como, por exemplo, o que mantém os registros do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). “Estes bancos de dados alimentarão a base de dados do Siniav e, por isso, faremos os testes de emplacamentos lá no Serpro, realizando os testes de comunicação entre o Sistema Central Denatran e os ECSs (Equipamentos Configuradores Siniav) e os CSSs (Consoles de Solicitação Siniav)”.