RFID Noticias

Alistamento de robôs

Quando os robôs estão integrados à chamada Internet das Coisas, podem executar tarefas automaticamente

Por Florian Michahelles, Rob van Kranenburg e Markus Waibel

27 de agosto de 2012 - Na última década, os pesquisadores têm construído mecanismos que permitem a Internet das Coisas (IoT, do inglês, Internet of Things), uma rede de redes que promete conectar tudo e todos a tudo e a todos, em todos os lugares. A identificação por radiofrequência é um dos pilares da Internet das Coisas, ao lado de Protocolo de Internet versão 6, os códigos de barras, códigos de resposta rápida e sensores ativos. A RFID identifica objetos e pessoas, relacionando-as às informações digitais e trazendo-as virtualmente para dentro da rede. Essencialmente, isso serve como os olhos e ouvidos da Internet das Coisas, proporcionando a conscientização contínua de onde e em que contexto as coisas e os produtos estão no mundo real.

Mas a Internet das Coisas ainda não tem braços e pernas para agir automaticamente. Até agora, apenas telas e displays de alerta para os seres humanos, por exemplo, trazem mercadorias de um lugar para outro. Se robôs equipados com sensores RFID pudessem ser integrados à Internet das Coisas, estes poderiam agir de modo automatizado e, potencialmente, navegar em um ambiente inteligente mais rapidamente, com mais segurança e com mais precisão do que os seres humanos.

Michahelles, van Kranenburg e Waibel

O Auto-ID Lab at the University of St. Gallen/ETH Zurich está trabalhando com o Institute for Dynamic Systems and Control e The Internet of Things Council para investigar como a IoT pode informar e orientar robôs com informações específicas, de forma segmentada. O reconhecimento de objetos é um desafio fundamental e ainda não resolvido da robótica, mas um chip RFID pode fornecer informações sobre, por exemplo, a cor, tamanho e peso de um copo. Além disso, ações repetitivas podem ser armazenadas em repositórios de conhecimento com o seu contexto situacional, abrindo a porta para aumentos de performance através da aprendizagem e mineração de dados.

Quando os robôs estiverem em rede na Internet das Coisas, estes podem receber instruções e orientações da rede. A Internet das Coisas poderia informar um robô, por exemplo, se uma lata de lixo de escritório está cheia. A rede poderia ainda ajudar o robô a usar os comandos do elevador do edifício. Assim, quando o robô chegar à lata de lixo, a Internet das Coisas poderia indicar o local dos sacos de lixo para substituição.

Ou, o robô poderia proativamente descobrir e utilizar as informações do Internet das Coisas para realizar tarefas de forma autônoma. Como parte de uma operação de rotina de limpeza, por exemplo, o robô poderia consultar a rede para informar sobre o estado de todos as latas de lixo no prédio de escritórios, para o robô planejar o seu roteiro de trabalho.

Nosso objetivo é ir além de uma visão de robótica centrada em computação na nuvem, indo em direção a uma solução integrada como parte da Internet das Coisas. Isto vai alavancar o papel dos robôs para transformar informação em ação, para atuar como servidores físicos para aplicações IdC e evoluir para atores de infraestrutura da Internet das Coisas, para executar suas tarefas.

Florian Michahelles é diretor associado do St. Gallen / ETH Zurich Auto ID-Lab. Rob van Kranenburg é o fundador do The Internet of Things Council. Markus Waibel é pesquisador sênior do ETH Zurich Institute for Dynamic Systems and Control e do gerente de programa da RoboEarth.
  • « Anterior
  • 1
  • Próximo »