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Agência de transportes finlandesa rastreia vagões com RFID

Solução da Vilant, ligada a um sistema que monitora eixos e rodas de vagões, permite identificar veículos que necessitam de manutenção e as condições do tráfego ferroviário

Por Claire Swedberg

22 de agosto de 2012 - Após a conclusão de um piloto de um ano, a agência de transportes finlandesa Liikennevirasto instalou uma solução de identificação por radiofrequência projetada para melhorar a segurança e a eficiência dos trens em toda a Finlândia. A agência está empregando uma solução fornecida pela Vilant para relacionar o número de identificação único atribuído a cada vagão com as informações sobre as condições de eixos e rodas, além dos contatos elétricos do pantógrafo (o braço extensível que um trem utiliza para se conectar com linhas eléctricas aéreas).

O sistema se concentra em uma instalação da tecnologia de RFID da Vilant na operadora de trem VR Transpoint, equipada com tags passivas UHF Confidex Ironside, de padrão EPC Gen 2, ligadas à frota de vagões da VR TransPoint, para acompanhar os processos de trabalho em seu pátio ferroviário.

Leitor RFID com antena identifica cada vagão que passa, enquanto um detector de temperatura (HABD), instalado sob os trilhos, identifica quaisquer rolamentos do eixo superaquecidos

A Liikennevirasto mantém os carros e o tráfego na rede da Finlândia inteira. Isto inclui assegurar que os vagões estão em condições de funcionamento. A empresa gasta US$ 170 milhões por ano para manter os 5.919 quilômetros de trilhos, além de garantir que os eixos e rodas de cada vagão não estão em superaquecimento e que as velocidades estão dentro dos limites aprovados. Por exemplo, os trens de passageiros não devem exceder o 140 quilômetros por hora, enquanto trens de carga só podem viajar a até 120 quilômetros por hora.

A agência realiza inspeções de vagões e pode exigir a substituição de peças que podem falhar. Para ajudar neste esforço, a Liikennevirasto instalou um sistema de detecção de temperatura que pode medir a temperatura do eixo de cada vagão. A caixa de detecção de temperatura (conhecida pela sigla HABD), instalada sob os trilhos, são projetadas para detectar qualquer superaquecimento (e, portanto, um defeito) nos rolamentos do eixo dos carros que estão passando.

Em alguns locais, a agência também utiliza detectores de pantógrafo para detectar desgaste ou danos nos contatos elétricos da locomotiva e detectores de rodas para medição de impacto para determinar irregularidades em uma roda que pode danificar trilhos. Estas informações também podem ser relacionadas ao número de identificação único da tag RFID de um carro. Atualmente, no entanto, o sistema determina apenas se um rolamento do eixo ou contato do pantógrafo ou roda apresentam problemas.