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Extraindo novo valor de impressoras antigas

A HP Brasil está aproveitando as tags de RFID presas em suas impressoras a jato de tinta para reciclar plásticos

Por Jennifer Zaino

29 de julho de 2012 - Os fabricantes de eletrônicos que implantam estratégias verdes para a reciclagem de seus produtos, evitando assim que componentes potencialmente tóxicos acabem indo parar em aterros, podem ter um enorme impacto sobre o ambiente e a saúde das pessoas. Esta é uma das mensagens que a Hewlett-Packard (HP) levou realmente a sério. O compromisso da empresa com reciclagem e reutilização levou a fabricante a recuperar mais de 2,3 bilhões de quilos de produtos desde 1987.

Para fazer a sua parte, a HP Brazil, em 2009, criou centros de drop-off em todo o país, onde os clientes podem retornar suas velhas impressoras a jato de tinta para reciclagem. No ano seguinte, criou o projeto SmartWaste, para alavancar a infraestrutura de RFID implantada para controlar as impressoras usando tags passivas UHF EPC Gen2. Com isso, a HP Brasil ganhou em 2007 o < popuplink http://www.rfidjournalawards.com/ RFID Journal Awards> de Melhor Aplicação para controlar impressoras na produção e distribuição. O objetivo era usar as informações das etiquetas para gerenciar a logística reversa dos produtos. "Nós percebemos que tínhamos suficientes impressoras marcadas com RFID no mercado para serem utilizadas", diz Marcelo Pandini, gerente de operações da HP do Brasil.

A HP Brasil não precisa ter funcionários no centro de reciclagem para acompanhar o processo

A empresa com visão de futuro também acreditava que o programa de reciclagem com RFID iria apoiar o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) do governo brasileiro, promulgada em agosto de 2010 e que torna os fabricantes de eletrônicos responsáveis pela coleta de produtos e embalagens que possam ser reutilizados. “As autoridades brasileiras estimam que levará quatro anos até que a legislação seja aplicada e não há mandatos sobre qual tecnologia deve ser usada para controlar o processo”, diz Pandini. Mas, graças à RFID, a HP Brasil está preparada para compartilhar informações sobre reciclagem com o governo. "Eu acho que usando um padrão como o EPC que já existe e é controlado por uma organização sem fins lucrativos como a GS1 pode ser uma boa opção [para a gestão do programa de reciclagem]", diz ele.

Enquanto isso, a HP Brasil vem aproveitando as informações valiosas das etiquetas em cada impressora. De julho de 2011, quando a companhia implantou a solução SmartWaste, ao final de fevereiro de 2012, a HP recolheu 35 toneladas de plásticos para reutilização. Os números de série nas tags EPC abastecem um banco de dados com uma riqueza de informações sobre cada impressora, incluindo os seus materiais recicláveis, a maioria dos quais são de acrilonitrila-butadieno-estireno (ABS) e poliestireno de alto impacto (HIP) de plásticos.

"Nosso princípio da reciclagem é reintroduzir esse material em nossa cadeia de fornecimento de novo, para uso em produtos de impressão novos", diz Pandini. "Para isso, precisamos controlar mais informações sobre o que vem de volta do que pretendemos reciclar".