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RFID: quatro letrinhas que mudarão tudo

Esta é uma das conclusões da autora do livro Varejo e Tecnologia, que mostra a evolução dos negócios e dos consumidores, e orienta as empresas para o futuro

Por Edson Perin

12 de julho de 2012 - O que é uma loja inteligente? Quais recursos tecnológicos as empresas devem adotar para atrair os novos consumidores hiperconectados? De que modo os consumidores de hoje pesquisam sobre os produtos que querem adquirir? O que faz um consumidor sair do computador e ir comprar em uma loja física? Estas são algumas das questões para as quais a brasileira Regiane Relva Romano buscou respostas por meio de uma longa pesquisa que rendeu um doutorado e um livro para empresários e executivos interessados em compreender a evolução atingida pelos negócios na atualidade e se preparar para os próximos anos.

A obra “Varejo e Tecnologia: o futuro do seu negócio passa por aqui” contém um apanhado de casos reais de empresas de varejo do mundo todo, com análises e um resumo das tecnologias em uso, como RFID (identificação por radiofrequência). “Falo de quem está usando e o que está achando dos resultados”, afirma Regiane. “Eu falo de RFID como as quatro letrinhas que tendem a mudar tudo. Sobre o padrão EPC Gen2, da GS1, eu explico como funciona, e dou um detalhamento da tecnologia no mundo”, acrescentou.

“Como sobreviver a este verdadeiro tsunami de tecnologia e identificar o cliente que muda de perfil a cada momento hoje”, apontou Regiane. “A empresa vai ter de escolher direito, para não escolher a tecnologia que pode fazer com que ela quebre mais rápido. Tudo mudou: o concorrente mudou e os produtos vão se tornar obsoletos mais rápido do que nunca. Então, reveja os seus processos. Inove, integre, colabore ou morra”, sentenciou.

Para Regiane, as tecnologias mais comuns utilizadas pelo varejo hoje permitem no máximo que se descubra quantas vezes uma mercadoria foi comprada. “Com RFID pode-se saber quantas vezes um produto entrou em um provador, por exemplo, mas não foi comprado”, afirmando que isto pode dar uma visão fundamental para os estrategistas de negócios, que podem, por exemplo, alterar as políticas de compras com base na tendência de aceitação do público. “Além disso, RFID permite ratreabilidade, contagem, saber o tempo de espera em filas etc”.

Regiane esteve em diversos congressos internacionais que demonstram e discutem tecnologia para varejo como NRF – National Retail Federation (Nova York, EUA), Cebit (Hannover, Alemanha), Euroshop (Dusseldorf, Alemanha) e RFID Journal Live! (Orlando, EUA), evento promovido anualmente pelo RFID Journal. Nestes congressos e feiras, a pesquisadora levantou dados sobre as empresas usuárias de tecnologia, assim como os fornecedores e implantadores dos recursos avançados para negócios. “Também realizei várias visitas técnicas aos mais renomados centros de pesquisas da Europa e dos Estados Unidos, bem como a lojas-conceito criadas em vários países”, diz Regiane.