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Chip RFID brasileiro tem potencial para ser exportado

Qualidade e adequação do dispositivo ao padrão internacional EPC Gen2 habilitam a fabricante gaúcha Ceitec a competir com empresas do mundo todo

Por Edson Perin

22 de junho de 2012 - Mais do que ter um chip RFID (identificação por radiofrequência) desenvolvido no Brasil, também é muito importante garantir que o dispositivo semicondutor possa competir no mercado internacional, com outras empresas de diversos países. Esta é a estratégia da fabricante gaúcha Ceitec, empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que desenvolve e produz circuitos integrados para identificação por radiofrequência e aplicações específicas, dentro dos padrões internacionais.

Por ter adequado o seu chip RFID ao padrão global EPC Gen2, da GS1, a Ceitec acaba de habilitar o dispositivo para uso no projeto SmartWaste, da HP Brasil, para a logística reversa das impressoras e cartuchos que a empresa fabrica no país (leia mais em HP terá chip RFID brasileiro para rastrear cadeia sustentável).

O reconhecido projeto SmartWaste foi o vencedor do prêmio RFID Journal Awards, na categoria “Solução Verde”, destinada à melhor utilização de RFID com o intuito de aprimorar as condições do meio ambiente, competindo com projetos de todo o mundo (leia mais em HP Brasil vence prêmio RFID Journal Awards na categoria sustentabilidade), durante o RFID Journal LIVE! 2012, realizado pelo RFID Journal, em abril, nos EUA.

Reinaldo de Bernardi, do Ceitec
“O desenvolvimento deste componente se iniciou no final de 2009 e se deu inteiramente pela equipe da Ceitec”, afirma o Superintendente de Desenvolvimento de Produtos e Negócios da Ceitec, Reinaldo de Bernardi, acrescentando que a HP entrou apenas para realizar testes numa das etapas mais recentes. “A HP Brasil, por meio do RFID CoE (Center of Excellence), já havia testado em 2011 outras unidades do CTC 13000 [nome técnico do chip RFID do Ceitec], antes do pedido pelo lote de engenharia”, explica Bernardi, dizendo que o lote de engenharia foi composto por pouco mais de 100 mil unidades.

O chip brasileiro poderá ter outras aplicações. Ou seja, não é apenas um componente para a logística reserva das impressoras da HP Brasil, como postula Bernardi. “O CTC 13000 é um chip UHF de múltiplas aplicações em logística. É um componente para aplicações generalizadas, que pode ser usado por fabricantes de equipamentos para rastreamento de itens durante toda a fase de produção, assim como para controle de estoque e de pós-fabricação. Também pode ser usado para identificação de bagagens aéreas, de produtos no varejo (supermercados) e na área de saúde (medicamentos, controle de pacientes, etc)”.

Sobre as melhorias do produto, o superintendente de desenvolvimento do Ceitec diz que terão continuidade. “Até então o chip atende as especificações técnicas recebidas”, argumenta. “Porém, como todo componente eletrônico, existe um road map de desenvolvimento, e outras versões com melhorias serão lançadas ao longo deste ano. Caso seja identificado algum problema no componente atual, tal problema estará solucionado para a próxima versão”. O executivo não forneceu dados sobre os investimentos no produto e nem sobre a expectativa de retorno (ROI), alegando questões confidenciais.