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Power Mapper mostra força do sinal UHF na hora de instalar sistemas RFID

A Epix desenvolveu dispositivos portáteis que oferecem um meio simples de medir a intensidade dos sinais e também de localizar os pontos mortos

Por Claire Swedberg

20 de junho de 2012 - A empresa britânica Epix Ltd. lançou no mercado um dispositivo portátil que serve para verificar o nível de transmissão dos sinais em instalações de identificação por radiofrequência (RFID). Desta forma, o operador pode determinar não só se as etiquetas podem ser lidas, como também a intensidade do sinal de RF em todos os locais necessários.

Dave Mapleston, fundador da Epix, desenvolveu o dispositivo quando dava um curso de RFID na Universidade de Cambridge, há cerca de três anos. "Eu só queria explicar a teoria da propagação das ondas de rádio, para testar soluções de RFID", diz ele. "Ensinar sobre RFID não é fácil e se torna muito mais complexo quando as ondas de rádio são colocadas em pequenos espaços", explica ele. "As ondas de rádio não são tão simples quanto as pessoas pensam". Mapleston queria demonstrar o comportamento das ondas aos seus alunos, ao invés de simplesmente descrever.

Power Mapper: dispositivo sem bateria, que mede a força do sinal de RFID

Para esse fim, Mapleston tentou utilizar tecnologias existentes, tais como medidores de LED, mas ficou insatisfeito, porque pode detectar a presença de uma onda RF, mas não a intensidade do sinal. Ele criou o Power Mapper após investigar a adaptação que uma antena precisa e pequenos circuitos integrados de recepção de rádio, que usou para construir a sua solução.

De acordo com Mapleston, as ondas de RF são polarizadas, ou seja, são orientadas em certas direções e são emitidas em "tiras finas." As tags vão receber energia, instruções e dados a partir dos sinais RF nestas faixas, dentro de aproximadamente 20 metros a partir de uma antena interrogadora. No entanto, observa, a força de um campo de RF pode ser afetada por uma grande presença de metais, bem como o ângulo de leitura da antena e a distância envolvida.

Interferência zero (ou pontos mortos) aparece entre as bandas, através da qual os sinais de RF não viajam, levando à incapacidade de leitura de etiquetas localizadas em determinadas posições. Além disso, diz ele, para atingir uma faixa maior de leitura a polarização da antena da etiqueta deve corresponder ao sinal do leitor.

Para minimizar a presença de quaisquer valores nulos na transmissão de um interrogador, os usuários aprendem tipicamente a melhorar o arranjo dos leitores de RFID e a posição das antenas por tentativa e erro. Se as tags não podem ser lidas em locais específicos, os usuários simplesmente ajustam a antena do leitor e tentam novamente. "É adivinhação", diz Mapleston. "Eles não sabem se estão lendo um tag bem ou mal".