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Cisco cria estratégia RFID voltada para os negócios

A gigante em redes de dados adota a identificação por radiofrequência para gerenciar ativos fixos em 70 datacenters e laboratórios de pesquisas dos EUA

Por John Edwards

19 de junho de 2012 - A Cisco Systems não conseguiria ser a maior do mundo em redes de dados, se ignorasse as tecnologias que podem ajudá-la a operar seus negócios de modo mais inteligente e eficiente. Portanto, não é de se surpreender que a empresa de San Jose, na Califórnia, adotou a identificação por frequência de rádio (RFID), quando buscava uma maneira de gerenciar e proteger melhor seu arsenal de um milhão de servidores, equipamentos de rede e outros ativos fixos de Tecnologia da Informação (TI), em 70 centros de dados e laboratórios de pesquisa e desenvolvimento dos Estados Unidos.

No entanto, a gigante das redes escolheu abordar a implantação sob o ângulo empresarial, considerando pessoas, políticas e processos de negócios, antes de pesquisar tecnologias como RFID e seus fornecedores, para definir uma solução para toda a empresa.

Ativos podem ser rastreados com leitores portáteis

O projeto Fixed Assets Cisco Lifecycle RFID teve início em janeiro de 2010, quando os executivos da empresa chegaram à decisão estratégica de criar uma melhor abordagem para o rastreamento de ativos e gestão. "Queríamos ser capazes de, em um prazo eficiente, fazer um inventário do nosso equipamento de rede e outros ativos fixos", diz Maryanne Flynn, diretora de operações da Cisco, escolhida para co-gerir a iniciativa com Ted Baumüller, diretor de TI e marketing da Cisco.com. "Estávamos usando os códigos de barras, mas são mais difíceis de alavancar, porque você precisa garantir acesso ao leitor". A comunicação direta, visível, que exigem os códigos de barras, nem sempre torna possível realizar leituras em um datacenter, onde racks, cabos e pessoas muitas vezes estão no caminho.

Depois que os executivos deram luz verde para o projeto, um comitê de direção multifuncional foi formado para representar os interesses de várias áreas de negócios e de tecnologia da organização, incluindo finanças, TI, operações e Pesquisa e Desenvolvimento. "Nós começamos a observar as nossas políticas internas e processos", diz Flynn. "Queríamos descobrir a partir de nossas partes interessadas, as pessoas que gerenciam esses ativos, quais seriam as partes dos processos que teriam de ser modificadas".

Como um conjunto de planejadores abordou preocupações das partes interessadas, outra equipe começou a pesquisar e entrevistar os principais integradores de sistemas RFID, hardware e fornecedores de software, usando o conhecimento do mercado e insights extraídos de artigos do RFID Journal e webinars. "Nós pensamos que a RFID passiva seria uma forma muito mais rentável e altamente eficiente para nos acompanhar e auditar o nosso inventário de equipamentos de rede", explica Flynn.

A comissão de avaliação de 15 membros desenvolveu e analisou os pedidos de informação, bem como propostas, apresentações orais e demonstrações de soluções de cerca de uma dúzia de fornecedores de RFID. A equipe selecionou a RFID Global Solution como integrador de sistemas. "A escolha do nosso parceiro RFID foi realmente baseada no fato de que tem um bom entendimento do processo de negócio por trás da tecnologia", afirma Flynn. "Não foi apenas pela obtenção de boas taxas de leitura de tags".