RFID Noticias

Aeronáutica brasileira reduz mais custos com novo projeto de RFID

O segundo caso de sucesso da FAB com o uso da tecnologia de identificação por radiofrequência foi apresentado no evento Brasil em Código, da GS1

Por Edson Perin

14 de junho de 2012 - Para quem pensava que a Força Aérea Brasileira (FAB) já tinha esgotado suas possibilidades de uso da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), uma surpresa: agora, a Aeronáutica está utilizando as tags e os leitores de padrão EPC Gen2 para controlar o estoque e distribuir fardas, medalhas e insígnias para os seus integrantes.

Em dezembro de 2011, o RFID Journal Brasil já havia publicado o primeiro caso de sucesso de utilização de RFID pela FAB, naquela ocasião para a gestão inteligente, econômica e ágil de milhares de toneladas de materiais, incluindo peças de aeronaves, que chegam de fora do Brasil em dezenas de conteineres (leia mais em FAB reduz de 3,5 dias, em média, para 3 horas o tempo para embarque de carga.

Desta vez, a FAB anunciou a implantação bem sucedida de um sistema para gerenciar os estoques e melhorar a eficiência na entrega de fardamentos, com economia de custos e 100% de precisão nas operações, segundo o capitão Robson Peixoto, do Comando da Aeronáutica. “Temos mais de mil SKUs [Stock Keeping Units] distribuídos em mais de 300 categorias, o que inclui fardas, medalhas e insígnias”, explicou Peixoto em sua palestra para mais de 100 pessoas no evento Brasil em Código, promovido pela GS1 Brasil nesta quinta (14 de junho de 2012), em São Paulo. “Redução de custos e aumento da eficiência foram conquistas obtidas com este projeto”.

Depósito central da FAB, com caixas azul contendo fardas e túneis para leitura de RFID em primeiro plano

O sistema integrado de abastecimento controla a reposição de produtos para os postos regionais de fardamento, por meio do sistema de gestão do Comando da Aeronáutica, que é de onde saem as ordens para as unidades. O depósito central tem capacidade para armazenar um total de 5.000 caixas, que são movimentadas automaticamente com o auxílio de sensores e esteiras. Por dia, a central movimenta mais de 500 caixas, ou seja, 10% de sua carga máxima.