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Impinj lança chip RFID para embutir em produtos eletrônicos de consumo

O Monza X Dura pode ser usado para configurar, autenticar, ativar e trocar dados com tablets e outros dispositivos, por meio de um leitor RFID EPC Gen 2

Por Claire Swedberg

29 de maio de 2012 - A empresa provedora de hardware de RFID Impinj, sediada em Seattle, lançou uma tag passiva UHF EPC Gen 2, desenvolvida para aplicações embarcadas, como programação de produtos eletrônicos de consumo ou para atualização eletrônica de etiquetas de preço. O circuito integrado (IC) Monza X Dura vem em duas versões com base na capacidade da memória. O modelo X-2K Dura, já disponível, vem com 2 kilobits de memória, enquanto a versão X-8K Dura, previsto para ser lançado em agosto de 2012, contará com 8 kilobits. Quando um chip Monza X é instalado num computador portátil, impressora ou outro dispositivo eletrônico, um leitor de RFID pode ser usado para transferir dados para o dispositivo, como as instruções de programação.

Um interrogador RFID pode ser usado para gravar dados na memória do chip Monza X, mesmo se um aparelho eletrônico está ligado ou desligado. Desta forma, alguém pode ler e configurar as informações do chip dentro de uma caixa quando o produto que o contém ainda está desligado. Assim, quando o dispositivo é ligado, seu processador pode extrair os dados do chip RFID, usando um padrão I2C-bus de conexão com fio, e então ajustar suas configurações de acordo com as instruções codificadas naquele IC.

O chip Monza X

Durante os últimos sete anos, a Impinj tem trabalhado com a fabricante de processadores de dispositivos eletrônicos Intel para desenvolver os chips Monza X, para uso com o Windows 8 da Microsoft para computadores tablets a serem lançados ainda neste ano, de acordo com Kerry Krause, vice-presidente de marketing da Impinj.

Como parte desse desenvolvimento, a Intel demonstrou os chips Monza X em provas de conceito para clientes, varejistas e usuários finais e outros participantes do RFID Jornal LIVE! 2012, onde o projeto ganhou o prêmio RFID Award de Melhor Uso de RFID em um Produto ou Serviço. Os ICs também foram testados por desenvolvedores de software para Windows e Android, para incorporar a tecnologia em seus aplicativos. A Impinj irá agora tornar os chips disponíveis comercialmente para outros clientes.

Kerry Krause, vice-presidente de marketing da Impinj
“A Impinj começou a comercializar os chips para vários usos”, diz Krause. Os chips podem ser inseridos em dispositivos eletrônicos, tais como os que usam processadores Intel. Isto permitiria a programação do dispositivo no ponto de venda, sem que seja desempacotado. Em outro momento, os chips poderiam ser incorporados em etiquetas eletrônicas de prateleiras para um varejista atualizar o preço após a emissão de instruções para o chip X Monza, que transmitiria estas instruções para alterar o preço exibido no LCD do aparelho ou tela de LED. “Já há um grande varejista com a intenção de usar a tecnologia para afixação dos preços nas suas lojas”, diz Krause.