RFID Noticias

A Internet das Coisas

Do conceito à realidade: planos para uma rede que conecta tudo e todos em toda parte estão a caminho

Por John Edwards

17 de maio de 2012 - Imagine ser capaz de apontar um dispositivo – tablet, smartphone ou outro qualquer – a uma imagem ou objeto de seu interesse e obter informações instantâneas e detalhadas sobre o produto na tela do seu aparelho. Imagine que ao mover o dispositivo em torno de um ambiente fechado ou ao ar livre os textos da tela se alterem para explicar cada uma das imagens que surgirem.

A realidade aumentada, um campo emergente que permitirá aos usuários ver o mundo de maneiras completamente novas, literalmente, é talvez a mais ousada aplicação a ser desenvolvida com a "Internet das Coisas" (IoT), uma rede que promete conectar tudo e todos em todos os lugares.

Outras aplicações IoT potenciais vão desde melhorar a visibilidade da cadeia de suprimentos para ajudar as pessoas a localizar o que estiver fora do lugar. Mas o que todas estas aplicações têm em comum é o conceito de conectividade onipresente.

As raízes da Internet das Coisas foram semeadas no início de 1990, quando a Internet começou a permitir que as pessoas se conectassem mas com as outras. Então, o RFID veio para permitir o rastreamento e monitoramento de vários tipos de ativos de estoque e de negócios. "Estamos entrando em uma era onde não apenas todo mundo vai estar conectado, mas tudo vai ser ligado a uma Internet das Coisas, uma fusão entre o mundo físico e digital como nunca vimos antes", diz Paul Steinberg, diretor de tecnologia da /us Motorola.

As implicações de tal rede são profundas. A tecnologia tem o poder de revolucionar a forma como as pessoas trabalham, compram, viajam, aprendem e divertem-se, permitindo a todos interagir com as coisas que usam o tempo todo em um número inimaginável de maneiras. "Simplificando, a Internet das Coisas implica na capacidade de quase qualquer coisa se comunicar com qualquer outra coisa por meio da Internet", afirma Steinberg. "Isto implica em evoluir a comunicação de pessoa para pessoa para a comunicação máquina a máquina e, finalmente, permitir a comunicação entre objetos."