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Prévia Especial: História do RFID Journal

Da edição de 10º aniversário: como evoluímos de um site publicado em um quarto de hóspedes para uma empresa de mídia e eventos globais

Por Mark Roberti

20 de março de 2012 - Em 2000, eu era repórter sênior da Industry Standard, uma revista pontocom que se tornou famosa por ser como as empresas pontocom sobre as quais reportava. Antes disso, eu era contratado da InformationWeek, onde fui chefe de redação e escrevia sobre como as empresas do mundo concreto usavam a Internet para gerenciar suas cadeias de suprimentos. Cobri empresas como a i2 Technologies e Manugistics. Minha primeira semana no trabalho na Industry Standard, fui a um evento no Ritz-Carlton, na Califórnia, onde topei com Jeff Bezos, CEO da Amazon em um coquetel. Mais tarde, naquela noite, comemos caudas de lagosta enquanto assistimos a um show de fogos de artifício particular, na praia. Parece que foi um planeta diferente do mundo em que habito hoje.

Como repórter da Industry Standard, queria empresas que haviam implantado aplicações de previsão e reabastecimento na cadeia de suprimentos e saber se o software entregava o valor que elas esperavam. As companhias diziam sempre que não e, quando eu perguntava por que, respondiam que era por que estavam colocando dados ruins nos sistemas. Isto acontecia porque os trabalhadores tinham de ler manualmente os códigos de barras para identificar o que havia em um pallet, o que resultava em erros. Ou alguém se esquecia de ler um código de barras ou um item chegava com o código errado. Com isso, os dados errados alimentavam os sistemas.

Mark Roberti, fundador RFID Journal, na abertura do LIVE!

Eu comecei, então, a procurar uma resposta sobre como as empresas poderiam obter dados melhores. Em outubro de 2000, eu estava em uma conferência sobre manufatura na Flórida, trabalhando em um artigo sobre o uso da Internet para gerenciar fábricas remotamente. Durante o almoço, sentei-me numa mesa de estranhos e iniciei uma conversa com um senhor ao meu lado. Eu lhe disse que estava pesquisando sobre como obter bons dados para os sistemas da cadeia de suprimentos. "Você deve conhecer RFID", disse ele. Eu nunca soube o nome dele ou a empresa onde trabalhava, mas se ele estiver lendo isso, gostaria de agradecê-lo pela dica.

Seu comentário despertou meu interesse e com um pouco de investigação achei o Auto-ID Center, no Massachusetts Institute of Technology, onde me encontrei com Kevin Ashton, que era o diretor executivo. Kevin explodiu minha mente com uma descrição sobre um mundo em que todos os itens fabricados seriam ligados à Internet por transponders de RFID de baixo custo, assim os produtos poderiam ser monitorados e gerenciados.

Então, eu escrevi uma reportagem intitulada "Este chip vai mudar o mundo", para a qual entrevistei 60 pessoas, praticamente toda a indústria de RFID naquele momento. Mas, enquanto os editores preparavam o artigo para publicação, a Industry Standard estava em uma espiral da morte. A bolha das pontocom estourou, a publicidade foi secando e a publicação semanal que tinha mais de 200 páginas tinha encolhido para menos de 50. Em agosto de 2001, a Industry Standard foi à falência, com o meu artigo ainda não publicado.

Mandei um e-mail a um editor da Business 2.0 (outra revista agora extinta) e perguntei se ele estava interessado em meu artigo. Ele disse que sim, mas tinha algumas questões que exigiam mais entrevistas. Então, a CIO Insight me pediu para escrever um artigo sobre RFID e eu fiz ainda mais entrevistas. Até o final de 2001, eu havia realizado mais de 100 entrevistas e tinha mais informações sobre RFID do que existia na internet.

Eu percebi que tinha uma grande oportunidade. Eu estava cada vez mais frustrado com o jornalismo. Na InformationWeek, eu já tinha trabalhado com um grande número de repórteres recém-saídos da faculdade que se esforçavam para escrever uma frase fluida e não sabiam muito sobre tecnologia ou negócios. Eu costumava argumentar que, se tivéssemos jornalistas mais experientes e escrevendo artigos mais profissionais, mais pessoas iriam ler a publicação, os anunciantes teriam melhores respostas e a empresa ganharia mais dinheiro. Eu era considerado ingênuo. Na Industry Standard, os editores preferiam dar perfis sobre os ganhadores de capital de risco, dirigindo carros velozes e realizando festas, a artigos sobre como a tecnologia poderia melhorar a gestão da cadeia de suprimentos.

Agora, eu tinha a chance de fazer jornalismo do meu jeito. Eu acreditava que RFID se tornaria uma tecnologia importante e as pessoas precisavam de informações precisas e completas sobre isto. Eu poderia criar um site dedicado a educar leitores sobre RFID e, se as coisas funcionassem bem, eu poderia até ser capaz de garantir o futuro financeiro da minha família.