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Cisco rastreia ativos de tecnologia com RFID

A fabricante de roteadores e switches que rodam a Internet adota identificação por radiofrequência para localizar seus blade servers e outros ativos, em tempo real

Por Mark Roberti

7 de março de 2012 - A Cisco Systems, líder mundial em redes, comunicações e tecnologias de colaboração, sempre esteve à frente quando se trata de adotar novas tecnologias para resolver desafios de negócios. Mais de uma década atrás, a empresa utilizou tecnologias de Internet para coletar dados financeiros de suas operações ao redor do globo, permitindo conciliar as receitas e despesas e fechar seus livros caixa diariamente. Agora, a Cisco está se voltando para a tecnologia de identificação por frequência de rádio (RFID) para gerenciar uma vasta gama de equipamentos de TI.

Em março de 2011, a empresa entrou no ar com um sistema que emprega tags RFID EPC Gen 2 passivas de UHF para coletar automaticamente e centralizar informações sobre a localização de seus servidores blade, equipamentos de rede e outros ativos de TI utilizados dentro de seus centros de dados, bem como dentro dos laboratórios que realizam pesquisas sobre a próxima geração de roteadores, switches e outros produtos.

O sistema permite que os trabalhadores à procura de um tipo particular de equipamento localizem rapidamente onde tais itens estão sendo utilizados, de modo que eles podem solicitar um equipamento disponível para uso, de modo mais rápido e mais barato do que a compra de um novo. O sistema também reduziu o tempo necessário para os trabalhadores realizarem o inventário para o cumprimento da Lei Sarbanes-Oxley de 2002 – lei que determina a realização de relatórios financeiros corporativos de modo mais transparente e rigoroso.

O projeto começou em janeiro de 2010, quando a alta administração tomou a decisão estratégica de fazer mais para otimizar e proteger o investimento da Cisco no ativo. Maryanne Flynn, diretora de operações da empresa, e Ted Baumüller, diretor de TI, marketing da Cisco.com, foram nomeados para gerenciar o projeto. Em vez de saírem imediatamente pesquisando a melhor tecnologia RFID para atender às necessidades da empresa, eles perguntaram a quem adquire, utiliza e administra os bens como eram os seus processos de trabalho, além de estudarem os desafios de quem realiza o controle de ativos.

"Percebemos que precisávamos olhar primeiro sob uma perspectiva política, em seguida, uma perspectiva de pessoas e, em seguida, uma perspectiva de processo", diz Flynn. "Queríamos ter uma visão empresarial antes de buscar a solução de tecnologia. Queríamos ter certeza de que eram claros os objetivos e saber até onde nós quisemos ter rastreamento de ativos a partir de uma perspectiva política. E, então, partir para a visão das pessoas e depois do processo: o que precisamos fazer para apoiar a meta de longo prazo?"

Além disso, o grupo trabalhou com um comité de direção para definir claramente as necessidades de diferentes organizações dentro da empresa. "Eu sou de finanças e operações", explica Flynn, "e Ted é de TI, o que nos tornava um tipo de forasteiros, tendo um olhar sobre toda a empresa para resolver este problema. Foi muito importante termos uma liderança forte, um comité de direção que representou as equipes, tais como as equipes de engenharia que fazem o R&D (Research and Development ou Pesquisa e Desenvolvimento) sobre a nossa próxima geração de roteadores e switches. Precisamos do apoio e contribuição desses líderes ao longo do caminho, de modo que, se necessário, poderíamos introduzir quaisquer novas políticas e processos para garantir que suas equipes deveriam segui-los. Eles fizeram parte da tomada de decisão desde o início".