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Opinião: Desmistificando a baixa memória dos tags para a aviação

O diretor de tecnologia da Tego explica por que a maioria das aplicações de aviação vai exigir pelo menos 2 kilobits

Por Bob Hamlin

27 de fevereiro de 2012 - O recém-introduzido TegoChip 2000, da Tego, com 2 kilobits de memória disponível, é um tag RFID ideal para aplicações na aviação. Descrito no padrão Air Transport Association (ATA) Spec de 2000, o formato de tag de pouca memória se destina a permitir o uso generalizado a baixo custo para armazenamento de uma versão abreviada dos registros e uma forma mais curta de sua tabela de conteúdos, em comparação com o formato original de tag para aviação de alta memória.

Tem havido confusão, no entanto, em relação à quantidade de memória realmente necessária para suportar o uso de tags com pouca memória. Pode haver alguns casos em que 1kilobit seja suficiente, mas a realidade é que um pouco mais de memória é necessário e os usuários da aviação provavelmente vão se decepcionar com as tags de 1kilobit. Eis o porquê:

Bob Hamlin
1. Requisitos EPC
Embora não mencionada na versão lançada do Spec 2000, as empresas aeroespaciais tem como obrigação seguir o padrão de dados das tags da EPCglobal para criar seus números no Código Eletrônico de Produto (EPC). Ratificada em setembro de 2011, a versão 1.6 desta norma especifica números EPC grandes, com 422 bits. A maioria das empresas se surpreende ao saber o quão grande é o seu número EPC e alguns acham que isto complica a utilização das tags de 1kilobit.

2. Campos Obrigatórios
Como a descrição Spec 2000 sobre o nascimento de registros abreviados pode ser difícil de seguir, a maioria das empresas olha para a tabela de entradas e assume que só precisa incluir os três campos listados como "obrigatórios": Código CAGE, número de série e números das peças. Mas os campos restantes não são opcionais, apenas por serem rotulados como "condicionais", e os campos condicionais são normalmente obrigatórios. Por exemplo, o campo "Data de Fabricação" é obrigatório para todas as peças novas. Estes campos condicionais podem utilizar quantidades significativas de memória.

3. Memória Compartilhada
A expectativa é que os chips RFID de 1 kilobit atualmente no mercado tenham 1 kilobit de memória disponível ao usuário. No entanto, a memória precisa ser dividida entre o banco de memória EPC, o banco de memória do usuário, como senhas e controle. Com estas divisões, uma elevada percentagem do espaço de armazenamento torna-se inutilizável, na verdade, não é incomum ter menos de 400 bits restantes para o usuário.

Os usuários que já encontraram uma dessas situações reconhecem uma surpresa desagradável quando fazem a descoberta. As repercussões de todos os três juntos são piores: uma tríade potente de dificuldades com 1 kilobit de pouca memória. As etiquetas podem trabalhar quando usadas com os itens em uma linha de produção atual, mas uma semana depois, por exemplo, poderiam dificultar a atualização de requisitos, porque 1 kilobit não é capaz de suportar o aplicativo.

A Tego tem trabalhado em estreita colaboração com a indústria aeroespacial por muitos anos no desenvolvimento de normas para melhorar a aplicação prática da identificação por frequência de rádio (RFID) em peças de aviação. Os usuários devem estar cientes de que existem razões pelas quais o TegoChip modelo 2000 foi desenvolvido como uma solução de 2 kilobit, a pedido da ATA Spec 2000, para cobrir todos os casos possíveis de requisitos de tags de pouca memória e que com menos de 1 kilobit memória é simplesmente impossível atingir os objetivos.

Bob Hamlin é diretor de tecnologia da Tego, fornecedora de chips de RFID para ambientes severos.
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