RFID Noticias

Copacafé tem retorno de 300% sobre o investimento em RFID

A cooperativa mineira implantou solução de RFID para gestão de armazém em setembro de 2009 e já conseguiu melhorar eficiência e reduzir custos

Por Jennifer Zaino

15 de fevereiro de 2012 - A cooperativa mineira Copacafé, fundada em 1978, adotou uma solução de identificação de radiofrequência (RFID) para agilizar a localização dos lotes de grãos de café armazenados em sacos em seu armazém. A empresa presta assistência a 1% dos produtores de café do Brasil, incluindo armazenamento, mistura e venda dos grãos. Uma vez que o café é recebido pela Copacafé, uma amostra dos grãos é testada e classificada – uma mesma fazenda pode produzir diferentes culturas de café por ano.

Antes de a tecnologia RFID ser adotada, os sacos eram identificados por meio de etiquetas manuscritas, que incluíam os resultados dos testes e as informações sobre o conteúdo de cada saco e sua localização dentro do armazém – tudo informado em uma planilha. Mas, inevitavelmente, os sacos poderiam acabar ou ser movidos pelas empilhadeiras, conforme os pedidos de clientes fossem chegando.

"As etiquetas de identificação (ID) dos sacos nem sempre podiam ser vistas, porque ficavam atrás de outras pilhas de sacos", diz Octavio Castello Branco, diretor comercial da Copacafé. Qualquer erro de posicionamento de um saco poderia provocar uma sequência de erros em cadeia. "É difícil dizer quanto tempo já foi perdido para organizar tudo de novo", observa, "mas já tivemos de trabalhar uma semana inteira para localizar lotes perdidos".

Para trazer maior eficiência e menores custos operacionais, a Copacafé contou com a ajuda da Coss Consulting, um provedor de serviços RFID localizado em São Carlos (SP). O projeto focou no uso de RFID para permitir a automação e aumento da velocidade dos processos, começando com o recebimento do café. Em vez de utilizar um sistema de localização ativa em tempo real (RTLS), a Coss recomendou o emprego de tags passivas de frequência ultra alta (UHF), cujos custos são menores. A iniciativa RFID foi ao ar em setembro de 2009, segundo Castello Branco, e se pagou em 10 meses. Além disso, acrescenta, desde a entrega houve um retorno de 300% sobre o investimento (ROI ou retorno sobre o investimento).

Como Funciona
Quando um lote de café é recebido, o número da fatura é gravado manualmente no módulo de recepção do software WelCOSS-iTracking, da Coss, e em seguida o sistema gera um número de lote. Os grãos são descarregados em massa em um grande funil e depois depositados para armazenamento em grandes sacos, que são pré-identificados com tags reutilizáveis RFID UHF EPC (Electronic Product Code) Gen 2. A Copacafé utiliza fitas de borracha com cola para instalar as tags, o que lhes permite resistir ao desgaste. A Coss Consulting recomendou a substituição dos sacos de 60 quilos por maiores, de 1.200 quilos cada, para aumentar a capacidade de manipulação no armazém.

Em seguida, os sacos são colocados sobre uma balança de pesagem. "A empilhadeira, em seguida, identifica [via RFID] o número de cada grande saca e seu peso", explica Fredy Valente, sócio e CTO (Chief Technical Officer) da Coss Consulting. Uma amostra de cada café é testada pelo laboratório da cooperativa e classificada para determinar a dureza, a suavidade do paladar e outras características – estas informações são introduzidas no sistema. Assim, o número EPC de cada saco fica associado aos elementos de classificação, o que se torna útil para a identificação apropriada dos lotes de café e, assim, atender com precisão os pedidos dos clientes.