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Projeto PigTracker torna RFID viável para criação de suínos

O Conselho de Agricultura e Alimentação da Dinamarca testou o sistema para realizar o rastreamento de suínos em cinco fazendas, durante três anos

Por Claire Swedberg

14 de fevereiro de 2012 - O Pig Research Center, do dinamarquês Conselho de Agricultura e Alimentação da Dinamarca, está analisando os resultados de um piloto de três anos que testou a tecnologia de RFID, com frequência ultra alta (UHF), para rastrear suínos do nascimento ao matadouro. O projeto, conhecido como PigTracker, incluiu cinco criadores dinamarqueses de porcos, com até 3.000 animais, que receberam marcas auriculares de RFID. O piloto do PigTracker, de acordo com Niels Peter Baadsgaard, um veterinário que serve como cientista-chefe do centro de pesquisa para investigação veterinária e desenvolvimento, descobriu que a tecnologia UHF lê tags a uma taxa mais elevada do a de baixa frequência (LF) (o tipo de RFID mais comumente utilizada para rastreamento de animais) e por um custo mais baixo. O projeto foi financiado pelo http://www.fvm.dk Ministério da Agricultura, Alimentos e Pesca.

Durante o projeto piloto, 100% das etiquetas UHF usadas pelos porcos foram lidas a uma distância de 2 metros, enquanto os agricultores que usam tecnologia de LF, segundo Baadsgaard, dizem que as tags só podem ser lidas a 20 cm, por isso, acabam tendo de ler cada suíno individualmente. Como um rebanho de suínos se move de um local para outro, pode ser demorada a operação de leitura de cada tag e, muitas vezes, várias leituras podem ser perdidas quando os trabalhadores rurais realizam o procedimento manualmente.

Leitores e antenas foram montados em tetos ou paredes dos corredores por onde passam os porcos

Atualmente, a maioria dos bovinos da Dinamarca usam tags de LF, como é exigido por lei federal e, enquanto os agricultores não são obrigados a controlar os seus porcos eletronicamente, muitos tentam as tags LF, a fim de melhorar a visibilidade sobre o paradeiro de cada porco, e para fornecer um registro automatizado da história de cada animal e dos tratamentos médicos ou vacinas. No entanto, devido às deficiências da tecnologia RFID LF, Baadsgaard e seus colegas lançaram um piloto que visa a determinar se a UHF era uma alternativa viável. Os pesquisadores contataram várias empresas que fornecem soluções de RFID UHF para a indústria agrícola e pediram para desenvolverem um sistema UHF para testes.

"Sabemos que água e os tecidos do corpo reduzem o desempenho de UHF RFID", disse Baadsgaard. Portanto, as empresas de RFID dinamarquesas RF-LabelTech and Br-Technic projetaram e desenvolveram um transponder RFID EPC Gen 2 UHF passivo que pode ser lido na presença de tecidos corporais. O transponder foi então incorporado a etiquetas de ouvido personalizadas fornecidas pela TraceCompany. Outra empresa de RFID, a Prosign RFID, testou vários interrogadores antes de selecionar os leitores portáteis da Psion e Nordic ID, capazes de ler as tags de modo mais consistente e na maior amplitude. A empresa também instalou interrogadores Impinj Speedway R420 Revolution, cada um com quatro antenas, nos portais por onde passam os animais.

Niels Peter Baadsgaard
O sistema foi testado em rebanhos em cinco locais diferentes e no matadouro. Inicialmente, Baadsgaard diz, o projeto envolveu o reconhecimento das necessidades dos agricultores para o uso do RFID. "Nós trabalhamos em estreita colaboração com os usuários finais, para se ter uma idéia de como isso funcionaria em uma rotina diária normal", explicou. Nos rebanhos de 2.000 a 3.000 porcos, cada animal recebe em sua orelha uma etiqueta RFID da TraceCompany, quando completa a idade de três a quatro semanas. Um padrão de dados EPC foi escolhido para numerar as etiquetas e a identificação foi associada a cada porco no software baseado na internet, desenvolvido pelo Pig Research Center. Uma vez com a tag colocada, os agricultores poderiam inserir dados sobre o animal, tais como a sua data de nascimento e peso.

Cada fazenda foi equipada com dois leitores fixos Impinj, utilizados em cada portal, enquanto outros usaram três. Em cada caso, os leitores e antenas foram montados em tetos ou paredes nos corredores através dos quais passam os porcos enquanto se movem a partir de uma zona para a outra, tal como da área de parto para a unidade de desmame ou para fora da instalação para ser enviado ao matadouro. Toda vez que um porco passa sob a antena, a sua etiqueta de identificação é lida e a informação é transmitida por uma conexão com fio para o software de back-end, onde a etiqueta de identificação foi ligada ao acontecimento – por exemplo, o movimento do porco de uma unidade para outra, juntamente com sua saúde e detalhes históricos.